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sexta-feira, 1 de março de 2024

Aniversários. Pepe e PC

Se há uma tradição que se mantém em A BOLA é assinalar datas especiais, aniversários, cruzamentos de memórias que ficaram marcados para sempre na história. Mesmo apelidados de inimigos, não deixamos de que isso nos incomode no que toca ao FC Porto. Porque não é verdade. Não somos inimigos de ninguém. Nos meus 30 anos de jornalismo nunca houve uma voz que me toldasse o pensamento, me censurasse um trabalho. Enfim, siga. Trago aqui dois trabalhos, um sobre o aniversário de Pinto da Costa e outro de Pepe. Estranhamente, talvez porque o FC Porto jogou na véspera com o Gil Vicente, só mesmo A BOLA destacou os 41 anos do capitão dos azuis e brancos. São 41 anos repletos de recordes, portanto, não podia passar em claro. 





terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Pinto da Costa agradece a «A BOLA»


1979, as Antas irromperam em festa. O FC Porto do mestre Pedroto acabara de vencer o Barreirense por 4-1 e conquistar o tão ambicionado bicampeonato. Gomes foi o melhor marcador dessa edição, ultrapassando Nené, do Benfica. Na ressaca desta aventura azul e branca, Pinto da Costa, na altura chefe do departamento de futebol do FC Porto, deixou o agradecimento a várias personalidades e ao jornal A BOLA que (cito) «sem nunca nos fazer favores, nos tratou num plano de igualdade em relação aos grandes de Lisboa.»

Tenho um certo fascínio pelos anos 70. Nasci em 1972, fora de Portugal, onde cheguei apenas em 1980. O meu primeiro contacto com o FC Porto, ainda criança, foi por ocasião do Verão Quente, isto porque os jogadores que se revoltaram contra o afastamento de Pedroto e Pinto da Costa foram treinar clandestinamente para Santa Cruz do Bispo. Foi uma romaria e foi lá que vi pela primeira vez o Oliveira e o saudoso professor bitaites, Hernâni Gonçalves, a dar um treino físico - uma autêntica tareia. Os tempos mudam, as vontades mudam, as pessoas mudam, o que não muda é a nossa recordação de criança. 

Já agora, acho tanta piada ao correr do tempo que nessa página havia um anúncio que hoje nos fará sorrir. A crise de programadores, numa era em que o computador começava a ser um instrumento de trabalho (embora em 1980 não me recorde que fosse bem assim).