domingo, 23 de janeiro de 2011

Chegou a hora



Acho que não exagero se disser que aquele grande golo de Guilherme aqueceu um pouco o coração dos adeptos do Braga, ontem, na fria tarde do Axa. Foi um golo que atenuou a decepção que a plateia minhota sentiu pelo empate (o 1.º em casa na Liga Zon Sagres) do Braga frente a um V. Setúbal de máxima eficácia. A forma determinada como a equipa de Domingos respondeu aos dois golos de desvantagem com que desceu ao intervalo também teve um efeito tranquilizador nas massas. Mas o miúdo - já o discutimos aqui - tem um tremendo talento. Dois minutos depois de ser lançado a jogo, a lateral-direito, ganhou uma bola e acreditou na potência do seu pé esquerdo. A bola entrou na gaveta.

É tempo de deixar a flor desabrochar, de a deixar respirar ao sol. Guilherme pode ser muita coisa em campo (amanhã sai um raios-x na Bola sobre esta temática), mas continuo na minha: aquele rapaz pode dar um médio de calibre mundial. Médio, convém insistir. A 10, a 6, no lugar 8, a médio esquerdo, se quiserem, mas sempre na zona das batidas. Ele tem um coração enorme.
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