sexta-feira, 16 de julho de 2010

O João

O último post, pelos vistos, deixou nalgumas consciências certas dúvidas. Tantas, que até me ligaram para o telemóvel e pedir explicações. Não há muito mais a dizer. Vou falar metaforicamente, se me permitem. Imaginem que tenho um amigo que se chama João e que está aflito porque quer comprar a bom preço uma Penthouse na 5.ª avenida. Por acaso tenho uma para lhe vender, embora me custe muito desfazer-me dela. Mas vendo-a, a bom preço, e como a relação com o João é, desde há algum tempo, de grande confiança, sou flexível nas datas de pagamento. Os tempos são de crise.

Um dia, acontece-me um azar. Estampo o carro numa árvore no mesmo dia em que vendi o meu segundo automóvel a outro amigo. Estou sem carro, mas sei que o João tem um topo de gama que nunca utiliza. Telefono-lhe e solicito o seu empréstimo por algum tempo (não para sempre). Ele responde-me imediatamente que sim. No dia seguinte, ao final da tarde, o João, confortavelmente instalado na sua Penthouse ainda por pagar, e a fumar um charuto cubano, liga-me a dizer que afinal não dá para ceder o carro. Inventa uma desculpa esfarrapada. É suposto eu estar agradecido ao João?
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