segunda-feira, 10 de maio de 2010

O novo campeão


Foto: AP
78 golos marcados (o melhor ataque), 20 sofridos (melhor defesa, em conjunto com o Sp. Braga), 76 pontos conquistados, resultado de 24 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. São os números do novo campeão português, o Benfica. Obviamente que para carpir mágoas, e talvez esconder algumas insuficiências próprias, os detractores da águia vão continuar a falar dos túneis e das arbitragens, mas parece claro que este título foi amplamente justificado pela equipa nos relvados e o que o sucesso encarnado teve um rosto: Jorge Jesus. Mesmo com muito dinheiro e reforços mediáticos, não é fácil numa época apenas quebrar um enguiço de cinco anos e transformar um plantel conformado com o seu destino num grupo forte e com cultura de vitória. Não andarei longe da verdade se disser que ao nível exibicional este título terá para os adeptos encarnados um sabor bem mais agradável do que aquele conquistado a 22 de Maio de 2005.

Com Trapatonni, a equipa jogava para o resultado e obteve retorno através de uma abordagem «muito italiana» dos jogos. Comida sem sal. Com Jesus os resultados vieram acompanhados de grandes noite de futebol. A dinâmica táctica que o treinador introduziu na equipa transformou-a num bloco bastante coeso defensivamente e temível quando se lança no ataque. Transições ofensiva que parecem nascer da espontaneidade de futebolistas muito acima da média são, na verdade, o resultado final de aturado trabalho de laboratório, muito estudo e compreensão sobre o fenómeno que encanta as plateias. Comida muitíssimo bem condimentada. Um gourmet, se bem que na recta final da Liga Sagres o tacho já estivesse quase rapado.
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