quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rio transbordante



... E lá foi o Sp. Braga borda fora da Taça de Portugal. Fica agora, em exclusivo, a defender a liderança no Campeonato, o que também não é um mau projecto. O Rio Ave foi valente e jogou bom futebol, organizou-se muito bem e levou, sem dramas, a decisão até às grandes penalidades. Na roleta, foi mais feliz, mas há que dizer que fez por ser feliz. Ao 18.º penalty, Rodriguez não aguentou a pressão e mandou a bola por cima da baliza de Mora. Antes, Gaspar bateu Eduardo com um remate que entrou devagarinho, mas fora do alcance do guardião. A grande penalidade mais esquisita foi da autoria de Evandro: ao nono remate, o brasileiro enviou um balázio à trave, a bola bateu nas costas do número 1 do Sp. Braga e entrou sorrateiramente na baliza. Estava escrito nas estrelas que o Rio Ave ia lançar âncora na meia-final da Taça de Portugal.

Estou no Axa e ouço os ecos das declarações de Domingos: um misto de conformismo e esperança, porque o Sp. Braga ainda pode escrever história na Liga mas sai da Taça de Portugal de uma forma dolorosa. As ausências de Mossoró e Vandinho - e também de Paulo César, lesionado - foram muito sentidas pelos arsenalistas, que ficaram mais expostos na defesa e erraram mais nas transições ofensivas. O Rio Ave, que sabe jogar à bola e é uma equipa bem montada e organizada, também não tinha o seu goleador, João Tomás, transferido para as Arábias, portanto nenhuma equipa estava na máxima força.
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