terça-feira, 26 de abril de 2016

Sobre Bonatini




Uma notícia manifestamente exagerada. Para não a chamar de outra coisa. Não é alvo do FC Porto, até ver, muito menos pelo valor que consta - 4 milhões de euros, que é de facto a claúsula do brasileiro. Bom jogador, sim, mas até que ponto serve para um grande? Faz lembrar um pouco a história do Kléber quando com a mesma idade começou a dar nas vistas no Marítimo. 

O Estoril tem uma participação abaixo dos 50 por cento no passe do goleador - o resto é do Cruzeiro e eventualmente do agente do atleta. O mercado mexe mas também se agitam as especulações mediáticas. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Jogador perde a cabeça e tenta agredir treinador



Jogo Cuiabá- Operário, no Brasil. Igor, atacante, não gostou de ser substituído e foi para cima do técnico Fernando Marchiori. O jogador tinha sido lançado ao intervalo na tentativa de desbloquear a partida, mas ao cabo de 20 minutos supostamente sem produzir aquilo que o treinador queria foi substituído. Não foi fácil tirar o bom do Igor do campo, como podem ver no vídeo. O treinador, esse, já deu a sua sentença: «Ele não estava cumprindo a função tática e saiu. Não precisa de muitos minutos para constatar. Optamos pela mudança, e ele precisa respeitar mais os companheiros. Mostrou o caráter que tem. Enquanto eu estiver no Cuiabá, ele não joga mais.»

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lanche: arroz frio com mortadela

Foto: Globoesportes

É duro perceber que no futebol há situações destas, mas esta reportagem da Globo ajuda-nos a perceber a razão pela qual tantos jogadores brasileiros se aventuram fora do País. Nem tudo são rosas, especialmente nos clubes com sede nos Estados mais pobres. 


Líder do returno do campeonato estadual, com 100% de aproveitamento, o Piauí vive uma crise enquanto disputa uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. Em excelente momento dentro de campo, o Enxuga Rato passa por um ambiente interno conturbado. O clube rubro-anil está com dois meses de salários atrasados, segundo os jogadores, e não treina desde a última quarta-feira em sinal de protesto. E a insatisfação do elenco não se restringe às folhas em débito. A estrutura, principalmente a comida, é alvo de reclamações. Um dos lanches dados na véspera de uma partida do torneio foi arroz gelado com mortadela, de acordo com o relato dos atletas. Para jogar no último sábado, na vitória em cima do Parnahyba, o time recebeu R$ 100. A diretoria financeira negou com veemência as denúncias do time e afirmou que a quitação dos vencimentos é prioridade.

Epic Own Goal by Goalkeeper Mickael Roche (Tahiti) 2016



Eu era gajo para marcar um autogolo assim. Se tentasse... A equipa aqui do bom do Roche venceu 6-1 e o golo da desonra foi dele. Grande Roche!

Saraivada em Paços

video

Ora bem, chuva e frio não faltam em Paços de Ferreira. Abril águas mil é um provérbio que peca por simpático. Ontem caiu gelo e também caiu o FC Porto, mas isso não é tão novidade como este frio de inverno em plena primavera. Siga para bingo!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Benni McCarthy deixa a Bélgica



Benni McCarthy vai abandonar o Sint-Truidense, da Bélgica, no final da temporada. O antigo ponta-de-lança do FC Porto é adjunto de Chris O'Loughlin, que também vai deixar o clube belga.O futuro de McCarthy poderá passar pelo regresso à pátria. Ou não..

Deuses da bola


Jair, Pelé, Tostão, Gerson e Edu. Quando o Brasil era o mundo e o resto assistia deliciado na bancada. Base da seleçao campeã mundial em 1970. E ainda havia Rivelino...

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Panamá 'Savers'



Ainda muita água vai correr debaixo da ponte, mas com o Panamá Papers o Jornalismo cumpriu aquela que é uma das suas principais funções - denunciar e atacar os poderes instituídos, indo além do simples cruzar de braços quando somos confrontados com o esquema labiríntico das offshore. Tudo começou com a chegada de milhões de documentos a um só jornal, o Süddeutsche Zeitung, normalmente conhecido por SZ. É o maior jornal generalista alemão, mas com este fluxo anormal de informação a exigir triagem seria impossível, isoladamente, um só jornal ir ao fundo da questão. 

Foi aqui que entrou o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. Neste link podem ver os jornalistas que compõem o Consórcio. Muitos arriscam a vida a investigar casos relacionados com crimes de guerra, crimes económicos e a denunciar outros tipos de práticas ilegais que, no fundo, são o reflexo do mundo em que vivemos. O Jornalismo, como pilar da sociedade, pode alterar o rumo da história. Fê-lo no passado e nada mudará isso no futuro, mesmo com o fim anunciado do jornal em papel. O Panamá Papers já apanhou na sua rede várias personalidades destacadas, mas ainda estamos no início. Portugal será severamente afetado. 

Nada de ilusões: não há político no Mundo que não tenha noção exata do que é uma offshore e qual a sua finalidade. Alguns já começaram a saltar para o lado dos «bons», e talvez estes sejam os primeiros a tropeçar nos seus próprios pecados. Para quem ama o Jornalismo, este é um momento de alegria, de orgulho, de satisfação. Por muito que os podres atinjam figuras com as quais podemos simpatizar, toda a verdade virá ao de cima e a Justiça terá de ser implacável. Não é justo que os que julgam estar «acima» dos simples mortais não contribuam, na exata medida da sua riqueza, para o bem global. Ao escapar das suas obrigações forçam a que os restantes tenham de pagar uma fatura muito mais elevada para financiar o Bem Comum. 

terça-feira, 29 de março de 2016

Possebon: do Man. United à 3.ª Divisão





Nada que surpreenda quem o viu a treinar e a jogar em Braga. Há histórias assim no futebol, de jogadores com atributos interessantes em determinada idade mas que falham estrondosamente o salto para um patamar superior - apesar de lá ter andado por breves momentos.

El jugador brasileño Rodrigo Possebon juega actualmente en el União Recreativa dos Trabalhadores, que sólo disputa el torneo Mineiro, después de haber compartido vestuario con Cristiano Ronaldo y con Neymar.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Layún: humilde e enorme




Miguel Layún concedeu ao canal Televisa uma das mais extraordinárias entrevistas que tive oportunidade de ver dele. É sabido que o lateral portista gosta muito de falar, sente-se como peixe na água no contacto com os jornalistas, mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em Layún era o gozo nacional, uma espécie de Eliseu mexicano, gozado nas redes sociais pelos «fracos argumentos técnicos» que apresentava. #TodoEsCulpaDeLayun era um lema para explicar todas as desgraças da vida, desde um furacão a um tremor de terra. Esta peça da FIFA explica o fenómeno.

Na entrevista Layún fala do Porto com paixão - clube e cidade - mas vai mais longe ao explicar como sobreviveu ao papel de patinho feio dos mexicanos e se tornou uma referência da seleção. Tudo graças ao apoio especializado de uma psicóloga desportiva, Claudia Rivas, filha de um mestre na área, Octavio Rivas. Foi a primeira mulher no México a fazer parte de uma equipa técnica de futebol, no Toluca. Trabalhou com vários clubes mexicanos, como o Santos Laguna, América, Xolos de Tijuana e durante o ciclo olímpico Londres 2012 foi conselheira da seleção de remo.

Na edição desta sexta-feira de A Bola podem ler excertos da entrevista e as passagens mais importantes. Contudo, vale a pena ouvir Layún, porque ali se percebe o quanto ele é humilde e ao mesmo tempo enorme como jogador e ser humano. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Paulo Fonseca: sim, foi preciso coragem!



Noite épica do SC Braga ontem. Golear o Fenerbahçe, depois de ter a eliminatória tremida por duas vezes (1-0 lá, 1-1 antes do intervalo na Pedreira) só está ao alcance de uma grande equipa, de uma estrutura capaz, de jogadores de classe e de um treinador dotado. A sustentar tudo isto, uma família: os adeptos. Paulo Fonseca ganha finalmente o verdadeiro reconhecimento que merece, depois de uma passagem pelo FC Porto que podia ter-lhe condenado a carreira. Riam-se agora, os que dele disseram que não tinha estofo nem competência. Falar sem conhecimento de causa é fácil. Paulo Fonseca não se reinventou. Aprendeu com os erros que cometeu, como explicou numa entrevista que deu a A BOLA.

Retive a parte em que disse que andava dias a matutar o que fazer para «dar um novo toque» à sua filosofia de jogo. Arriscou tudo: manteve as ideias mas mudou a concepção táctica. Inspirou-se em Itália mas não só. Misturou tudo num 4x4x2 que de italiano não tem nada. É dele, é a sua matriz de jogo, e é essa matriz que torna este SC Braga excepcional e harmonioso, ao ponto de todos os jogadores se sentirem titulares e felizes. Nesta sociedade em que se exalta o supérfluo e na qual qualquer fantoche disfarçado de mestre é idolatrado, o passo atrás que Fonseca deu foi de uma excecional coragem. Poucos o dariam e seguramente poucos seriam capazes de não se conformar com o seu destino. Fonseca é treinador para grandes voos, desde que onde esteja o deixem ser feliz. 



quinta-feira, 17 de março de 2016

Quintero: ontem já era tarde


Quintero tem pés mágicos, o problema é saber o que fazer com eles e calibrar as ideias em função dos interesses de um coletivo. Cedido ao Rennes, o trajeto do colombiano começou por baixo, a recuperar terreno físico na pré-época. Foi o último a chegar e aos poucos foi mostrando o que vale, mas sem nunca se assumir como indiscutível na equipa. A mudança técnica e a entrada de Rollan Courbis (uma velha raposa do futebol francês) atirou o colombiano para nova crise pessoal - igual, ou pelo menos parecida, com aquela que ditou o seu destino com Lopetegui. 

Não se pode culpar todos os treinadores. Sim, Quintero continua a ser chamado à seleção (está nos sub-23 neste momento) mas nesta fase da sua carreira tem de encontrar uma direção. Já o devia ter feito, De pouco vale ter talento se não se souber o que fazer com ele. Pior: se não se quiser juntar ao talento sacrifício no dia a dia. Courbis não foi simpático na avaliação que fez do portista cedido ao Rennes: «desorientado», «sem capacidade para jogar mais de 20 minutos», e um certo vedetismo que o levou a crer que para ser titular basta existir. Não é assim. 

Será uma pena se Quintero perder o norte. Porque tem de facto argumentos técnicos muito acima da média e, por isso, o FC Porto gastou 9.5 milhões para ter a totalidade dos direitos económicos do criativo. Só que... é preciso mais que magia. Bem mais. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Istambul e SC Braga - imagens








O Estádio «fura-tímpanos»



Mais vale que nunca. De regresso da Turquia e de Istambul, onde tive o prazer de fazer a cobertura do jogo da 1.ª mão dos oitavos de final da Liga Europa, entre Fenerbahçe e SC Braga. Resultado negativo mas não comprometedor para os minhotos, que sofreram o golo a 8 minutos do fim. Quinta-feira há todas as possibilidades para operar  reviravolta na elininatória. Entretanto deixo vídeo do ambiente espectacular no Estádio Sukru Saraçoglu. No meu canal no Youtube podem ver outro filme. O Estádio «fura-tímpanos» como o baptizei. Ambiente difícil, adeptos locais espectaculares, mas, ainda assim, não há nada que supere a atmosfera do Besiktas - onde estive duas vezes. 





sábado, 5 de março de 2016

Inauguração da casa do FC Porto em Cantanhede - take 3





O entusiasmo dos dragões de Cantanhede e a surpresa de (re)ver o Sansão Coelho, apresentador do evento e antigo correspondente de A Bola em Coimbra. 

Inauguração da casa do FC Porto em Cantanhede - take2





O hino do FC Porto tocado pela banda filarmónica. 

Casa do FCP em Cantanhede - take 1



Festa rija em Cantanhede. E por aqui me fico, pela festa, porque no resto não foi um serviço que deixe boas recordações. Há organizações que têm de pedalar muito - mesmo muito - para tornar este tipo de eventos minimamente decentes para quem, de fora, tem como obrigação levar a informação ao leitor. Mas o leitor merece tudo e todos os sacrifícios. Um agradecimento aos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, que nos colocaram um foco de luz para saírmos da penumbra do canto onde nos enfiaram até Pinto da Costa discursar. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

Braga: tudo ou nada para o dragão



Num campeonato em que nem sempre imperou a lei do mais forte, e onde até houve resultados surpreendentes nos jogos dos três grandes, o FC Porto tem em Braga uma jornada determinante na luta pelo título. Empatar não é opção, perder significará quase pela certa o fim da ilusão. Olha-se para o calendário dos dragões e não há como abordar esta ronda na cidade dos Arcebispos de outra forma. Ainda para mais, Braga assinala também o fim do ciclo de jogos à semana do FC Porto, ainda que o compromisso com o Gil Vicente para a Taça de Portugal não tivesse o peso de outros desafios nos quais, aí sim, o dragão teve de pôr toda a madeira ao lume. 

Pela primeira vez Peseiro teve uma semana para trabalhar o «bloco» de jogadores que vão defrontar os Guerreiros - sendo que estes têm a seguir um jogo europeu em Istambul, com o Fenerbahçe, e Paulo Fonseca já deu a entender que frente ao FC Porto vai poupar alguns efetivos. Ainda assim, nem se pode falar de um SC Braga em gestão ou de gestão. Ao longo da época, o que viu foi um SC Braga forte em várias versões. 

 O calendário do FC Porto na Liga, depois do SC Braga: U. Madeira (c), V. Setúbal (f), Tondela (c), Paços de Ferreira (f), Nacional (c), Académica (f), Sporting (c) e Rio Ave (f) e Boavista (c)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

FPP/Boavista: o tempo não brinca às escondidas





O Boavista foi indemnizado pela Federação pelo prejuízo causado pela descida administrativa da equipa na época 2007/2008. Em suma, houve asneira da grossa da justiça desportiva - se assim a podemos chamar - e, com toda a naturalidade, os axadrezados, de queixa em queixa e recurso em recurso, ganharam a causa. Qual o valor da indemnização? Não dizem. Há um «acordo de confidencialidade». De 2007 a 2016 muita coisa mudou no nosso futebol mas há muros que nunca serão derrubados, sinais de uma «portugalidade» muito singular, que às vezes - e até legitimamente - pode ser ser interpretada como uma certa aversão à verdade. Eu chamo-lhe simplesmente uma forma pacóvia de olhar para a vida. 

De uma forma ou de outra, um ou vários valores sairão à praça pública. Uns euros a mais ou a menos, dependendo se a fonte está inquinada ou se tem o mínimo de conhecimento de causa sobre o assunto. No limite, os relatórios e contas das duas instituições revelarão a dimensão do montante a pagar - grave é se isso não acontecer. Estamos, portanto, no chamado domínio do absurdo: esconde-se algo que, com o tempo, se conhecerá em toda a sua amplitude. Num futebol português em que várias vozes (incluindo as da FPF) se levantam clamando por transparência, eis que um segredinho de Estado é arrumado num acordo de confidencialidade que nem ao diabo lembrava. É que até o diabo sabe que o tempo cura tudo. A mentira, a verdade, o tempo não brinca às escondidas. 



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Jordan Archer: a defesa do ano!





A chamada «saída» de emergência de Jordan Archer, guarda-redes no Millwall, em pleno The Den . O passe «mortal» foi do companheiro (?) Mark Beevers...

Aquecimento central


Estádio do Dragão, 21 fevereiro 2016. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O que vale Rafa, afinal?



"Tivemos interesse efetivo no Rafa. Mas há que ser realista. Quando o Braga pediu 10 milhões de euros por 50% do passe do Rafa está a colocá-lo ao nível do Imbula e a um nível superior a de todos os outros, pois está a valorizá-lo em 20 milhões. Eu considero que ele tem futuro e sou apreciador das suas qualidades, mas repare que nos sub-21 nem foi titular. Se vale 20 milhões, se calhar o Gonçalo Paciência ou o Ricardo Pereira valem 25 milhões. E o Ivo Rodrigues valeria 20. Esses é que resolveram jogos. Valorizar um não titular em 20 milhões, não. Não vamos entrar em loucuras."  

Pinto da Costa, em entrevista a O Jogo, julho de 2015

Fechou o mercado e não se pode afirmar que o FC Porto tenha saído do carrossel com um plantel fortalecido. Dizer que está mais frágil também é um risco, isto porque como coletivo os dragões têm seguramente mais a ganhar em ter reforços que efetivamente querem estar na equipa, do que um conjunto de jogadores conceituados mais preocupados com o seu umbigo. Casos de Osvaldo e Imbula, sendo que este último acabou por ser um problema resolvido no último dia do mercado, através do grito salvador de um Stoke City que nunca tinha comprado um jogador tão caro. Em termos contabilísticos Imbula deu lucro - comprado por 20 milhões, foi vendido por 24 milhões seis meses mais tarde - mas na prática, descontando as comissões e os mecanismos de solidariedade envolvidos na transferência, Imbula não deixou saudades nem aos cofres nem aos adeptos.

Saíram ainda Tello e Cissokho, dupla com espaço reduzido no plantel e um ordenado nada compatível com o estatuto de suplentes. No fundo, o mercado de inverno serviu para os portistas reduzirem a folha salarial do plantel. Suk, Marega e José Sá, desejados pelo Sporting, foram parar ao Dragão. São todos internacionais, embora com potencial teoricamente inferior aos futebolistas que saíram. Aplicam-se aqui velhos ensinamento milenares: ver para crer, dar tempo ao tempo, ver no que isto vai dar, na certeza de que ao contrário de Osvaldo e Imbula, Suk, Marega e Sá queriam muito ir para o FC Porto. Não foi um frete.

A ilusão de que um jogador caro faz a diferença não passa disto mesmo, de uma ilusão. Imbula foi caro por causa do seu rendimento nulo no FC Porto, da sua evidente falta de entusiasmo pelo projeto praticamente desde a primeira semana e pela atitude no campo e nos treinos. Façamos agora o paralelismo com Rafa, que os portistas tentaram sem sucesso contratar no último dia de mercado - isto depois de um anterior avanço no verão igualmente mal-sucedido, conforme relatou a O Jogo Pinto da Costa, em julho passado.

O que faltava a Rafa que sobrava a Imbula? O português foi ao Mundial do Brasil, algo que Imbula continua a sonhar por estes dias, embora não saiba exatamente com que seleção poderá lá chegar. Rafa é internacional sub-21, tal como o francês, mas também é internacional A; Rafa custa 20 milhões, mas em julho podia ter ido para o Dragão por metade do preço, numa lógica de partilha de percentagem do passe; Rafa não é da Doyen, mas parte do seus direitos económicos foram (diz-se) adquiridos pelo superagente Jorge Mendes. Rafa joga no SC Braga, Imbula era crónico titular no Marselha. Os marselheses fizeram a festa quando o médio foi comprado pelo FC Porto por 20 milhões; em contrapartida, nenhum bracarense digno desse nome admitiria como lógico que Salvador vendesse a joia do plantel a meio do ano, por menos do que o valor da cláusula. E se os dragões batessem a cláusula, seguramente ninguém faria uma festa em Braga - haveria um encolher de ombros resignado, nunca um aplauso ruidoso.

O que define claramente a fronteira entre o caro e o barato é rendimento de um ativo e o seu talento quando colocado ao serviço do sucesso do coletivo. O caso de Lima no Benfica é paradigmático - na altura os encarnados foram criticados por terem desembolsado 4 milhões de euros na sua contração ao SC Braga. Abençoado dinheiro, Lima foi barato em função da sua influência nos títulos conquistados pelo Benfica. É isso que define atualmente o valor do pequeno Hazard do SC Braga: o que dele a equipa retirou e ainda retira nas quatro frentes em que está envolvida (um caso único no panorama dos clubes nacionais, frise-se). 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O novo Estádio do Vitória da Bahia



Depois de muitos avançados e outros tantos recuos, o histórico Vitória da Bahia levantou a ponta do véu sobre o projeto do seu novo estádio. Ao longo deste processo, foram surgindo várias propostas para o Barradão. Parece que terá vingado a que está na foto. 

Óliver antecipa o Dortmund-FC Porto



Não me lembro das minhas folgas alguma vez terem coincidido com as derradeiras horas do fecho do mercado de inverno (fui alterando o modelo ao longo dos anos). Desta vez só estarei «in»  no último dia, a 1 de fevereiro, que habitualmente é o mais longo e intenso, mas também o mais fácil - porque a informação flui pelas vias oficiais da Liga e dos clubes. Gosto muito de fazer mercado. A notícia é a adrenalina do jornalista e quem não gostar de «cavar», de seguir pistas e partir à descoberta está na profissão errada. 

Dito isto, prevejo uns últimos dias muito, mas mesmo muito intensos. Não só em matéria de entradas mas também de saídas. Negócios de última hora, dispensas, reajustamentos, acordos de ocasião. Nada a ver com a guerra Sporting/FC Porto. Os últimos cartuchos foram queimados com os desvios de Marega, José Sá e Suk para o Dragão. Os dragões estão muito ativos e provavelmente serão os reis do mercado. 

E há este dado engraçado: Óliver. Dado há dias como muito próximo do Dortmund, entrou na esfera de interesse dos portistas e nem vale a pena pensar porquê. É um grande jogador e um jogador que Peseiro precisa urgentemente para o meio-campo. Se não vier há alternativas pensadas para serem concretizadas no dia 1. O Dortmund quer mesmo Óliver, atenção. Já o quis antes do espanhol ser cedido ao FC Porto, na época passada. Podemos estar, por isso, perante a antecipação da eliminatória da Liga Europa, o que não deixa de ser giro. A ver vamos o que vai acontecer. 

Por agora, em comunicado oficial, o Benfica desmentiu qualquer tentativa de contratar Óliver. E é verdade, não há indícios de que os encarnados estejam nessa corrida... a dois. Nem precisam. O plantel de Rui Vitória oferece muitas soluções para o lugar ocupado por Óliver. 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Manhã no Olival (com Casillas)




Uma manhã com peso mediático no treino matinal do FC Porto, pouco antes de José Peseiro fazer o lançamento do jogo com o Estoril. Uma equipa de televisão espanhola tem acompanhado a par e passo a vida de Casillas, desde a casa onde mora com Sara Carbonero e o filho na Foz, até à sua segunda casa, o Olival