terça-feira, 25 de maio de 2010

Bajrami no Twente

Le Twente s’est attaché les services d’Emir Bajrami (22 ans), le milieu de terrain d’Elfsborg. L’international suédois a paraphé un bail de quatre ans. Et ceci malgré la concurrence de plusieurs autres clubs étrangers, dont Valenciennes (qui pourrait finalement opter pour Nicolas Maurice-Belay).

Bajrami... o tal que desequilibrou decisivamente a eliminatória entre o Elsfborg e o Braga. Houve outros, claro, mas este extremo de 22 anos deu cabo dos planos de Domingos Paciência. Prevejo que daqui a um ano os grandes da Europa acordem do seu sono profundo e encham os cofres do Twente com muito dinheiro. Até lá, o sueco vai de certeza fazer coisas muito bonitas no campeão holandês.

Expectativas para o Mundial

Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. O que têm em comum estas sete selecções? Foram as únicas que conseguiram sagrar-se campeãs do Mundo. É um lote restrito e creio que só a Espanha tem francas hipóteses de na África do Sul reforçar essa galeria VIP. Tirando Uruguai e França, olho para o País vizinho e para as outras cinco selecções como as mais fortes candidatas. Portugal? Pode sonhar, deve sonhar, mas tem tantas hipóteses como o México. Acho que, mais do que pensar nas meias-finais, a Selecção Nacional deve pensar em ganhar à Costa do Marfim. E depois à Coreia do Norte. E depois ao Brasil, mesmo que não precise.

Naval: 'remember' Leça FC



Mais do que a hilariante história de as contas da Naval terem sido aprovadas por apenas um sócio (é caso, digo eu, para erguer uma estátua ao homem e agradecer o facto de, pelos vistos, não sofrer de dupla personalidade), o que me deixou realmente de boca aberta foi a expressão do passivo do emblema da Figueira da Foz: 10,5 milhões de euros?! Não é muito dinheiro para um clube com tão poucas receitas? Ainda por cima, o principal credor (80 por cento da dívida) é o próprio presidente. Que hoje é presidente, sim senhor, mas e amanhã? Há uns anos, um clube com as mesmas camisolas tramou-se por depender em demasia da carteira do seu líder

Vende-se guarda-redes



Os adeptos do Fluminense colocaram o guarda-redes Rafael à venda no site Mercado Livre. Preço de licitação: 1 Real. Está barato. O rapaz até não é assim tão mau, portanto, senhores dirigentes de clubes portugueses, é aproveitar. Atenção ao detalhe: o vendedor não dá garantias...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Globosfera



Preud'homme substitui Steve McClaren no banco do campeão Twente
Michel Preud'homme (51 ans) quitte La Gantoise pour reoindre le FC Twente. L'entraîneur belge remplacera l'Anglais Steve McClaren, en partance pour le VfL Wolfsburg, à la tête du champion des Pays-Bas.

Inter Milão ganhou 100 milhões de euros, esta temporada
La victoire finale et le parcours en Ligue des Champions ont permis à Massimo Moratti d’engranger 40 M€. Les recettes au guichet durant la compétition européenne a elle rapporté 18 M€. Les sponsors plus le merchandising et les royalties ont ramené 14 M€, et en anticipation de la prochaine saison, les participations à la Supercoupe européenne et au Mondial des Clubs va offrir 12 M€. Enfin, la clause libératoire de Mourinho s’élève à 16 M€.

Ex-bracarense Igor é o príncipe do Pontevedra
Igor de Souza es el Príncipe granate. El delantero del Pontevedra dio ayer otra exhibición de fútbol en el Carlos Tartiere y dejó su huella de futbolista de superior categoría a pesar de haberse encontrado con un árbitro casero que le puso mucho más difícil la eliminatoria tras dejar al Pontevedra con nueve jugadores sobre el terreno de juego

Jorge Mendes ultima em Madrid contrato de Mourinho com o Real Madrid
Jorge Mendes, representante de José Mourinho, acudió en la mañana de este lunes a las oficinas del estadio Santiago Bernabéu, donde le esperaba Jorge Valdano, para ultimar el fichaje de su representado por el Real Madrid, no queriendo realizar declaración alguna a la salida

Guarda-redes argentino sofreu um choque e pode perder um olho
Los vecinos del lugar comentaron la noticia y llegaron hasta las inmediaciones de la casa del jugador, en el barrio asunceno Villa Aurelia, para celebrar su presencia.

domingo, 23 de maio de 2010

Perigo ao volante



Gallas tem jeito para jogar à bola, mas ao volante não é de confiar. Capotou num «buggy». Não se magoou mas provocou um valente susto aos companheiros da selecção francesa. O defesa nem devia meter-se nestas aventuras, diga-se, pois chegou ao estágio da França lesionado na perna esquerda. A mesma que, na foto, parece tê-lo amparado de uma queda ainda mais aparatosa.

sábado, 22 de maio de 2010

Não há igual




José Mourinho

Não duvido que o irá conseguir. Mourinho confirmou à Marca que vai abandonar o Inter e agarrar o desafio chamado Real Madrid. É uma empreitada à dimensão do treinador bicampeão europeu pelo FC Porto e agora pelo Inter de Milão. Para Portugal, fica o orgulho de no futebol ter um treinador desta craveira, único no género, inimitável no estilo, inigualável nas vitórias e conquistas. Por isso o chamam de «Especial». Com toda a propriedade.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cristiano Ronaldo vs Homer Simpson



É um grande anúncio publicitário, em extensão e no conteúdo. Drogba, Rooney, Cannavaro, Ribéry, Andrés Iniesta, Fábregas, Theo Walcott, Evra, Gerard Piqué, Ronaldinho, Donovan, Tim Howard e Thiago Silva são alguns dos protagonistas, mas para nós, portugueses, a cereja no topo deste anúnicio da Nike é Cristiano Ronaldo e o seu encontro imediato com Homer Simpson...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mou...rtinho para sair



Massimo Moratti, presidente do Inter, acena com 12 milhões de euros/ano a José Mourinho para tentar evitar o inevitável - a saída do treinador para o Real Madrid. O dinheiro, neste caso, é o menos. Não consta que o Real Madrid pague mal. O projecto dos merengues é um desafio à altura da ambição de Mourinho, que já disse cobras e largartos de Itália, preparando o terreno para sair rapidamente com destino à capital espanhola. Dificilmente haverá retrocesso.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Jesualdo: o desencanto da despedida

Como qualquer ser humano, Jesualdo Ferreira terá virtudes e defeitos - contudo, não o conheço tão bem ao ponto de afirmar que enquanto homem as virtudes suplantam os defeitos. Visto de fora, e pelo contacto que com ele tive em Braga, fiquei com a impressão de que é boa alma. Como treinador, a minha opinião é mais explícita e menos vaga: as suas virtudes suplantem largamente os defeitos. É um profissional com muitas competências e imensos conhecimentos, um técnico que promove o crescimento desportivo dos jogadores através de um trabalho desenvolvido com método e subordinado a princípios tácticos muito concretos. Em suma, e na minha modesta opinião, está no top 5 dos treinadores portugueses. No FC Porto ganhou três Campeonatos consecutivos (foi o primeiro português a consegui-lo no clube), duas Taças de Portugal e uma Supertaça. Mas até parece que não ganhou nada.

Salvo grande cambalhota, terminou ontem a era Jesualdo Ferreira no FC Porto. Um ponto final dado com honra, numa época em que o Benfica e o Braga cresceram mais do que os responsáveis portistas esperavam. Esse é o cerne da questão. Se aquele discurso feito para fora do Dragão, segundo o qual o Benfica é o campeão dos túneis, fosse realmente interpretado internamente à luz dessa realidade, sacrificar Jesualdo Ferreira não faria sentido nenhum. O que está em causa é muito mais do que isso - é abrir outro ciclo, com outro treinador, e procurar desde já evitar que o rival da Luz escape do raio de visão dos dragões.

domingo, 16 de maio de 2010

Arles-Avignon - o foguete francês

A Ligue 2 francesa - onde, a propósito, os gabinetes de prospecção dos clubes portugueses deviam a lançar um olhar mais atento -terminou com pelos menos duas notas a reter. A subida do sensacional Arles-Avignon, que terminou a campanha no terceiro lugar, atrás do campeão Caen e do Brest; a queda para o National (terceiro escalão) do Guimgamp, o detentor da Taça da França, e de dois outros históricos clubes gauleses, o Estrasburgo e o Bastia. Mas é do Arles-Avignon que vou falar nestas linhas. Clube fundado a 18 de Fevereiro de 1913, com o nome Athlétic Club Arlésien, em 16 de Junho do ano passado foi rebaptizado de Athlétic Club Arles-Avignon, alterando os estatutos e mudando de estádio para poder jogar como equipa profissional na Ligue 2. O coordenador desportivo é português, chama-se Luís de Sousa e é presença assídua nos estádios lusos, normalmente em missão de observação de novos talentos na Liga Sagres.

Em apenas quatro anos, o Arles-Avignon subiu da CFA2 (equivalente à 5.ª divisão) para a elite do futebol francês. De início, o foguete gaulês não estava inclinado em embarcar em grandes aventuras no regresso à Ligue 2 (oito presenças na sua história) e ninguém no clube assumiu a subida como prioritária ou sequer possível, em face dos fortíssimos investimentos de equipas como o Caen ou o Metz, sobretudo deste último. De resto, na bolsa de apostas, o Arles-Avignon aparecia nos últimos lugares, com previsões pessimistas no que à permanência dizia respeito. O certo é que o Metz, onde joga o português Frechaut, nunca conseguiu cavar uma distância segura para o quarto classificado. Nos últimos 10 jogos, o Arles-Avignon percebeu que a subida era possível e assim sendo não fazia sentido abdicar dessa luta. Foi o princípio do fim do Metz como candidato, o início de um novo e brilhante capítulo desportivo de um clube pequeno que se fez grande num instante.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O rumor

Há algumas semanas correu um rumor de que o Benfica estava na iminência de perder pontos por causa da inscrição irregular de Kardec. A maior tanga de 2010, facilmente comprovada através dos registos da CBF, que só alguns jornais se deram ao trabalho de consultar. Agora, impulsionados por uma notícia da Benfica TV, alguns órgão de comunicação social asseguraram que um adepto morreu na sequência dos desacatos em Braga, durante os festejos do título do Benfica naquela cidade. A fonte é um canal de um clube. Até pode ter fundo de verdade ou não ter ponta por onde se lhe pegue. Para o caso parece que isso não interessou minimamente a quem, ao arrepio do bom senso e das regras deontológicas, não se deu ao trabalho de confirmar a notícia, de lhe dar rosto ou de explicar aos leitores as circunstâncias em que alegada morte se deu. Até isso ser feito, não passa de um rumor. «Empurrar» a coisa para a Benfica TV e assobiar para o ar é que não pode ser. Não se brinca com a morte. É um assunto demasiado sério.

PS: Há momentos, o Público veio finalmente esclarecer que nenhum hospital - em Braga ou no Porto - confirma a morte de um adepto nos festejos do título. Remetem novamente a questão central para a BenficaTV. O online do Público não pode demitir-se da sua (ir)responsabilidade. Caiu na tentação de difundir e ampliar uma mentira que podia ter degenerado em mais violência. A mesma ideia se aplica ao Record online.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Manel merece, pá!

“O Manel tinha uma bola
Mas por falta de atenção
Lá deixou ele ir a bola
Presa nos dentes de um cão”

“O Manel tinha uma bola
Mas agora não tem não
A gente a ver se o consola
Vai cantar-lhe esta canção"


Canção infantil

Não sei se estão familiarizados com a canção. Eu estou. Com infinita paciência, canto-a todas as noites ao meu filho, que tem quase dois anos e uma resistência olímpica ao sono – «esse velho crápula nunca me irá apanhar», prometeu ele ao nascer. Do extenso cardápio musical que lhe sirvo em cada anoitecer, essa é a mais violenta e reaccionária composição infantil de que há memória desde o popular «Atirei O Pau Ao Gato». Quem tem filhos sabe que os pequenotes são inigualáveis na sua bondade e genuínos na crueldade. Por muito que queira subtrair a canção do alinhamento, a dada altura surge o pedido, feito telegraficamente mas com inabalável firmeza. «Boala, Manel!» E eu canto, com o ânimo possível e a alma desfeita. É brutal. Em síntese, suspeito que o meu filho retira o máximo prazer da miséria do Manel. Refastelado, e vingando-se de um sono indesejado, dirá: «Valente cão, pá! Bem feito pró Manel. Espero que o pai lhe bata.» À luz daquilo que se julga ser o padrão de pensamento de um bebé, a conclusão pode parecer precipitada. Talvez seja. No entanto, se trocar o nome do Manel pelo dele, já não acha tanta piada. Por vezes sai um sonoro «não» a interromper uma interpretação divinal que faria Diana Krall corar de vergonha. A graça está no cão abocanhar a bola ao Manel. E só a ele. Mais engraçado ainda é os amigos do Manel, claramente da onça, lhe dedicarem uma música que não só não o consola, como acentua o estado de desgraça em que o rapaz caiu. E eu canto. Em troca de um boa noite de sono, até lhe cantaria Marilyn Manson.

PS: Abriu a época de caça às notícias e a minha disposição para falar de futebol é, neste momento, quase nula. É coisa para durar 24 horas. Não desesperem.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O novo campeão


Foto: AP
78 golos marcados (o melhor ataque), 20 sofridos (melhor defesa, em conjunto com o Sp. Braga), 76 pontos conquistados, resultado de 24 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. São os números do novo campeão português, o Benfica. Obviamente que para carpir mágoas, e talvez esconder algumas insuficiências próprias, os detractores da águia vão continuar a falar dos túneis e das arbitragens, mas parece claro que este título foi amplamente justificado pela equipa nos relvados e o que o sucesso encarnado teve um rosto: Jorge Jesus. Mesmo com muito dinheiro e reforços mediáticos, não é fácil numa época apenas quebrar um enguiço de cinco anos e transformar um plantel conformado com o seu destino num grupo forte e com cultura de vitória. Não andarei longe da verdade se disser que ao nível exibicional este título terá para os adeptos encarnados um sabor bem mais agradável do que aquele conquistado a 22 de Maio de 2005.

Com Trapatonni, a equipa jogava para o resultado e obteve retorno através de uma abordagem «muito italiana» dos jogos. Comida sem sal. Com Jesus os resultados vieram acompanhados de grandes noite de futebol. A dinâmica táctica que o treinador introduziu na equipa transformou-a num bloco bastante coeso defensivamente e temível quando se lança no ataque. Transições ofensiva que parecem nascer da espontaneidade de futebolistas muito acima da média são, na verdade, o resultado final de aturado trabalho de laboratório, muito estudo e compreensão sobre o fenómeno que encanta as plateias. Comida muitíssimo bem condimentada. Um gourmet, se bem que na recta final da Liga Sagres o tacho já estivesse quase rapado.

Festa no aeroporto

É caso para dizer: foi bonita a festa, pá! Depois de uma viagem tortuosa desde a Madeira, cujos contornos prefiro nem abordar (coitado do vulcão islandês, agora tem culpa de tudo), nada melhor para uma equipa ser recebida no aeroporto do Porto por meio milhar de adeptos em êxtase. Admito que o que vi na madrugada alta de segunda-feira (3.30 da matina) superou em muito as minhas expectativas. Nunca tinha visto no universo bracarense uma manifestação tão efusiva de paixão, um movimento de massas tão significativo e abrangente. Por causa dos sucessivos atrasos na partida do avião que trouxe a equipa do Funchal, as celebrações previstas naquela madrugada na cidade dos Arcebispos ficaram sem efeito - aconteceram, mas foram mais tímidas por causa da hora avançada. O aeroporto Francisco Sá Carneiro foi, portanto, o palco principal da festa de encerramento de uma época para recordar do Sp. Braga. Acho que as imagens do filme valem mesmo por mil palavras.

domingo, 9 de maio de 2010

Lá se vai a rivalidade

Em 16 anos de carreira é a primeira vez que assisto a uma cena destas, e logo em simultâneo. Os adeptos do Sp. Braga a festejarem um golo do V. Guimarães e os do Nacional a celebrarem um do Marítimo. Vamos por partes: houve um outro golo, o de Cardozo na Luz, que agitou as bancadas do Estádio da Madeira, sendo que parte substancial dos nacionalistas pulou de alegria com a pontaria do paraguaio. Engolindo o orgulho, os bracarenses gritaram «golo» quando o Vitória marcou ao Marítimo, porque uma vitória dos «minhotos-ditos-espanhóis» arruma de vez com as esperanças do Nacional de se apurar para a Liga Europa.

No meio disto tudo, e depois de uma primeira parte em que dominou completamente as operações, o Sp. Braga sofre um golo, apontado pelo inevitável Edgar Silva. A coisa está muito negra para o arsenal de Domingos...

Em directo da Choupana



Num dos epicentros da discussão do título, os adeptos do Sp. Braga já fazem a festa. A Choupana tem, por agora, um colorido dominado pelo tom vermelho das camisolas arsenalistas. Apesar da nuvem de cinza vulcânica que coloca em dúvida o regresso ainda hoje da comitiva bracarense a casa, não faltará à equipa público para celebrar a época histórica. Por causa do vulcão islandês, é provável que tenha de ficar na «Pérola do Atlântico» mais um dia. Olha a chatice ;p. A Madeira recuperou lindamente daquela enxurrada horrível que ceifou vidas e causou prejuízos de milhões. Só mesmo nos arredores do Estádio Madeira se nota ainda os efeitos da fúria da natureza, na forma de gargantas de lama abertas no meio da serra. Mas as ruas estão limpas, os edifícios pintados e os madeirenses, com a força interior que os torna tão diferentes dos continentais, voltaram à sua vida normal. Sem dramas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O meu ego é maior que o teu



Se repararem, num plantel de 25/26 jogadores, há gente que passa grande parte da época a ver os outros jogar. Não cabem todos num onze - só onze, como é óbvio, pese defender a tese de que em alguns jogos os treinadores, num assomo de arrogância e desprezo pelo valor do adversário, deviam utilizar só 10 jogadores. Isso sim, era giro. Voltemos ao tema central: tenho nos meus registos a estatística de muitos jogadores. Alguns têm zero minutos no Campeonato, outros 10 minutos, há quem tenha meia hora de futebol nas pernas e quem faça pela vida e consiga, como o bracarense Matheus, ser o rei dos suplentes utilizados. É para os que estão na penumbra, na mais absoluta negridão mediática, que a ideia pode seduzir: que tal criar um empresa dedicada a dar moral (mas mesmo muito moral, atenção!) às reservas? Elas existem nos relvados deste país, estão é dispersas, não se organizam em moldes profissionais. Deviam existir como um fortíssimo lobi. Proponho um nome: «Egocêntrica, Lda». Ou algo mais elaborado, com uma chalaça: «Mensagem ao Ego - serviço personalizado, SA». Já estou a ver milhares de cartazes nos treinos do Benfica a dar força ao Moreira, pessoas à porta do Olival em histeria, à espera que Prediger saia (olha, já saiu!) ou leões devotos a abraçar, com uma lágrima no canto do olho, Vukcevic. É um negócio que tem pernas para andar.

O Bino das Trivelas



Hoje. em A Bola, reservei duas páginas para «falar» sobre uma lenda viva do Sp. Braga: o Bino das Trivelas, um dos heróis da conquista da Taça de Portugal pelo clube minhoto, a 22 de Maio de 1966. Extremo-direito franzino, mas valente e com uma alma do tamanho do Mundo, ganhou a alcunha pela forma como chutava o couro. Se não é o inventor da trivela, não andará muito longe disso. Seja como for, é um homem que faz parte de uma geração de ouro do Sp. Braga. Foi dele o passe para o golo solitário do argentino Perrichon, que permitiu aos bracarenses vencerem por 1-0 o V. Setúbal - na época uma equipa poderosíssima. Gostei de fazer esta reportagem, que conta alguns episódios curiosos desse título do Sp. Braga. É importante viver o presente com os olhos postos no futuro, mas é bom não esquecer o passado. O passado pode ser comparado às raízes profundas de uma árvore - alimentam o seu crescimento e proporcionam-lhe alicerces para aguentar ventos e tempestades.

Quero deixar um agradecimento especial: primeiro ao Bino, claro, ao Alan, que também é extremo-direito e um digno sucessor do senhor das trivelas, ao sp. Braga, na pessoa do seu director de comunicação e imagem, Ricardo Lemos, e finalmente ao Evandro, por ter convencido o Bino a sair da timidez da sua concha. Lendas destas não combinam bem com o anonimato.

Casa Branca (lançamento)



Foi apresentado anteontem, na FNAC do MarShopping, o livro «Casa Branca», do amigo e companheiro Germano Almeida. Ouvi dizer (fonte segura) que o lançamento foi um grande sucesso. O que é estranho, dado que eu não estava lá. Claro que com uma guarda de honra deste calibre - Carlos Pereira Santos, à esquerda na foto, editor-chefe da redacção do Porto de A Bola, e de Carlos Daniel, à direita, jornalista da RTP que apresentou a obra - a cerimónia só podia ter corrido bem. Mas queria rir-me, queria, se eles não tivessem aparecido. Aí, era tudo a perguntar pelo Bigsousa, não era. Não?!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mau, Faria

Cheira-me que vou perder a aposta...

«Revelei total disponibilidade para responder às questões colocadas pela imprensa, mas infelizmente artigos recentemente publicados deturparam declarações minhas colocando em causa o meu profissionalismo», realçou Fábio Faria.

Planos furados



Há o furo jornalístico, compreensivelmente do meu gosto, o furo artesiano, para quem aprecia meter água, e o furo pneumático, que nos surpreende nas piores horas. O da imagem atrasou-me a vida à saída do jornal, quando organizava mentalmente a minha agenda nocturna: jantar-apresentação do livro do Germano Almeida (o da Bola...)- adormecimento compulsivo do bebé - adormecimento sem esforço do chavalo mais velho - e finalmente uns minutos na «net» para actualização do blogue. Em vez disso, acordei cedo pela manhã para mudar a porcaria do pneu. Que trabalheira que aquilo dá. Ainda por cima, estes carros modernos facultam aqueles ridículos pneus de bicleta que só dão para queimar 80 quilómetros de asfalto.

Vá lá. Tinha um pneu Pirrelli em casa, como novo, cujo modelo julgava estar descontinuado, e encontrei um par a preço de amigo: 84 euros. Foi a conta que Deus fez. Quanto ao furo jornalístico, ainda não deve ser para hoje...

Shakhtar é bicampeão ucraniano


Os suspeitos do costume



Cristiano Ronaldo partiu a louça em Maiorca. Assinou o primeiro hat-trick ao serviço do Real Madrid e leva já 25 golos marcados na Liga espanhola. Impressionante. Vitória dos merengues por 4-1, mas o jogo começou mal para os madrilenos, que perdiam por 1-0 aos 16 minutos - golo de Arduriz. A Marca desfaz-se em elogios ao luso, chama-lhe líder de uma equipa que, não convencendo enquanto conjunto, tem em Ronaldo a força de que precisa para manter activa a perseguição ao Barça. Noutra latitude, em Roma, o Inter de Milão, de José Mourinho, levantou a Taça de Itália. Venceu precisamente a Roma, como golo de Milito. Para Big Mou está em marcha a operação «triplete». O 'caneco' já cá canta, falta o Campeonato e a Liga dos Campeões. Será?...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vai uma aposta?



Parece que o Fábio Faria está com uma crise existencial porque vai defrontar o seu futuro clube no próximo domingo. Deixou nas mãos de Carlos Brito a decisão de o utilizar, ou não, na Luz. Há um dado importante nesta história: apostei cinco «aéreos» em como ele vai ser titular. Caro Fábio, permite-me que te esclareça: perco sempre as apostas com a pessoa com quem apostei que tu irás ser aposta do Carlos Brito no jogo com o Benfica. Aposto que estás confuso. Eu estou e não vou jogar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vamos ao campeão



O tempo escasseia e o trabalho nesta fase decisiva da Liga Sagres é muito, portanto nos próximos dias é natural que a cadência de «postagens» diminua um pouco. Em princípio, estarei no domingo na Choupana para o jogo de encerramento da época do Sp. Braga, frente ao Nacional. Apesar de lá só ter ganho uma vez (em Março de 2008, no consulado de Manuel Machado, reparem bem na ironia) creio que o Sp. Braga reúne uma razoável dose de favoritismo. Como se sabe, não basta aos minhotos vencer na Choupana para serem campeões. Embalados pelos seus adeptos, os bracarenses vivem na expectativa de que o Rio Ave tenha um final de tarde extraordinariamente inspirado na Luz e faça o Benfica tropeçar em cima da linha de meta. Domingos evocou o título perdido pelo Deportivo da Corunha no último minuto da última jornada, em 1994, por via de um penalty falhado por Djukic. Jorge Jesus disse com todas as letras que o Benfica vai ser «campeão». Não adivinho o futuro, mas tenho como certo que as duas melhores equipas portuguesas da actualidade partilham as cores e as metas. As percentagens de sucesso, no que ao título se refere, é que são muito diferentes. O Benfica parte com claro, claríssimo, favorito na última jornada. A vantagem do Sp. Braga é que, seja qual for o desfecho do Campeonato, está à vontade para levar as garrafas de champanhe para a Madeira e brindar a uma época histórica.

domingo, 2 de maio de 2010

Braga festeja a Champions

Fim do jogo em Braga. Festeja-se a Champions! Celebra-se o direito, legítimo, de discutir o título com o Benfica até à última jornada - até ao último minuto? Dia 9 de saberá. Ainda ouço na rua adjacente ao Estádio Axa as buzinas dos carros, a alegria do povo. O jogo não foi grande espingarda, o Sp. Braga não fez umuma exibição monumental - longe disso - e beneficiou de um erro clamoroso de um Coelho que se transformou em frango num cruzamento de Luís Aguiar. Dizem-me que o golo de Meyong foi obtido em fora-de-jogo. De onde estamos, não deu para ver. Verdade seja dita, o golpe de magia de Coelho iludiu toda a qualquer avaliação sobre o lance, no estádio.

Intervalo em Braga

Intervalo em Braga e, para já, o único golo festejado no Axa foi o do FC Porto, que vence o Benfica. O Paços de Ferreira está a bater-se muito bem, perante um Sp. Braga que na primeira meia hora me pareceu tolhido pela ansiedade, insistindo muito nos lançamentos longos nas costas dos defesas pacenses - sobretudo através do virtuosismo de Luís Aguiar. Outro factor que está a ser importante é o vento.Os castores jogaram todos os 45 minutos empurrados pela Nortada. Prova acabada de que os bracarenses só pensam no título é, precisamente, a celebração do golo de Bruno Alves. É que, chegados a este ponto, e ainda com 45 minutos por disputar, o Benfica é campeão e o FC Porto reduz para três pontos a desvantagem sobre o Sp. Braga, sendo que os dragões têm vantagem no confronto directo.

Na Pedreira... é só festa

Falta cerca de meia hora para o início do jogo Sp. Braga-P. Ferreira e o que tenho para vos dizer é muito diferente dos relatos que nesta altura chegam do Estádio do Dragão. Aqui.... na Pedreira, a festa está montada, as equipas aquecem no relvado num clima de entusiasmo e alegria contagiantes nas bancadas, que eu veja ninguém veio munido de bolas de golfe nem com cinco pedras na mão. Festa no Axa, pura e dura. A porta está aberta mas não me parece que o estádio vá encher. Agora vai actuar Teixeira Pinto, que tem nome de deputado mas é cantor. E canta o célebre «É golo do Braga». É daquelas músicas que nos martelam o cérebro durante uma semana. Basta ouvi-la uma vez...

Dia de decisões


As principais decisões do Campeonato Nacional passam por estes dois estádios. Pode ser hoje, pode ser na próxima semana. Tenho o pressentimento de que vai ser hoje. Estarei em Braga, onde há promessa de casa cheia para embalar os minhotos rumo à Champions. Cheira a história na cidade dos Arcebispos.