
Ao aperceber-me deste triste quadro vieram-me à memória quatro nomes, de quatro portugueses: Nené, Jordão, Manuel Fernandes e Fernando Gomes. Por que não fizeram «escola»?








O Zenit, onde joga o português Danny, oferece 4, 5 milhões por Fernando Meira. O Galatasaray, onde joga Meira, quer 6 milhões. Seja como for, será sempre um negócio com muitos milhões à mistura por um jogador que não gosta de se acomodar. Meira é titular no clube turco, mas percebeu que as metas competitivas são limitadas. Perigosamente limitadas. O Zenit, pelo contrário, oferece garantias em várias frentes, incluindo nas competições europeias. Longe vai o tempo em que jogar na Rússia era sinónimo de apagamento mediático. Quando ao dinheiro se junta um projecto aliciante, não há que hesitar.







E, pronto, o Sp. Braga já está com os dois pés nos oitavos-de-final da Taça UEFA. Não foi um parto difícil: 4-1 ao Standard no conjunto da eliminatória, empate a um golo no Inferno de Liège, os homens de Jesus escrevem mais um belo capítulo na história de um clube que há duas épocas também atingira a mesma fase da prova - mas com menos jogos disputados. No antigo modelo da Taça UEFA, o Sp. Braga chegou em 1997/98 aos oitavos. Agora... venha o PSG
Nas próximas horas, espero que ainda hoje, vou publicar fotos de Liège. Mais do jogo do que da cidade.












Gostei da exibição do FC Porto no empate a duas bolas em Madrid. Entre muitos imprevistos (lesão de Fucile, golo mal anulado a Lisandro) e um frango de Helton que não estava na ementa de Jesualdo Ferreira, os dragões revelaram ser muito mais equipa que o Atlético. Há dois momentos que marcam o desafio: a reacção do FC Porto ao tento madrugador dos espanhóis, que se traduziu num expressivo domínio territorial que podia ter rendido ao campeão nacional pelo menos três golos; a solidariedade que Helton recebeu de todos os companheiros e que os levou a festejar com o guarda-redes aquando do 2-2.
Lisandro, dois golos (ficaram ainda assim alguns por marcar) numa actuação notável, Hulk, a fazer as apresentações na grande vitrina europeia, Rodriguez, incansável e batalhador, foram os jogadores que mais me chamaram a atenção. Mas como colectivo (e tirando, naturalemnte, as evidentes dificuldades técnicas de Sapunaru) o FC Porto mostrou ser muito mais forte que o adversário.
Dando de barato que o FC Porto desperdiçou oportunidades flagrantes, não se pode retirar ao excelente guarda-redes do Atlético, Leo Franco, mérito na forma como defendeu os lances mais perigosos do dragão. O argentino, que Jaime Pacheco orientou durante a sua curta passagem por Maiorca, é para mim um dos melhores na sua posição a jogar em Espanha.

