sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Era o Linz...



Como perceberam. o jogador de que falava no post sobre a Suíça era Roland Linz. Feliz do Grasshopper, que ganha em Janeiro um ponta-de-lança de grande qualidade. Quanto ao resto, nada a dizer: Jesus não queria o austríaco e a SAD, vendo um activo cotado em 6 milhões de euros a desvalorizar-se dramaticamente, cedeu-o. Todas as partes ficaram felizes neste processo.

Porque não jogou Linz, ele que na temporada passada marcou 15 golos no Sp. Braga? Apenas por causa do choque de personalidades. Há quem defenda que o estilo do avançado não encaixa no 4x4x2 de Jorge Jesus. É uma teoria discutível: como é que a jogar em 4x4x2, o Linz marcou de rajada 4 golos nos 5 primeiros jogos oficiais do Sp. Braga, esta época?

PS: Entretanto, no primeiro ensaio com a camisola do Grasshopper, Linz marcou aos três minutos o primeiro dos 4 golos com que os gafanhotos esmagaram a formação sub-21 do Servette.

Madrid - dois anos à espera



Andrés Madrid no FC Porto. Aí está uma notícia que não me surpreenderia ver confirmada em 21 de Janeiro de 2007... Foi um folhetim que me deu gozo investigar e acompanhar, até pela forma como o primeiro contacto entre jogador e FC Porto se processou - numa pizaria de uma conhecida superfície comercial de Braga. Nessa época, o Sp. Braga pediu aos dragões 3,5 milhões de euros pelo passe ou, em alternativa, 2,750 milhões mais a totalidade dos direitos desportivos de Bruno Gama. O negócio abortou, apesar da insistência do argentino.

Ontem, os clube puseram-se finalmente de acordo. Empréstimo com opção de compra no final da época. Passou muito tempo, não passou? Nesse intervalo, Madrid renovou até 2012, fixando em 7,5 milhões a sua cláusula de rescisão. E lesionou-se a seguir. E mais tarde, voltou a lesionar-se.

As recidivas apagaram-no das convocatórias durante muito tempo. Esta época, esteve em acção 45 minutos no jogo da Taça da Liga, com o Rio Ave. A visita ao departamento clínico do Real Madrid (aproveitando a ligação privilegiada que o médico do Braga, João Pedro Araújo, tem com os homólogos do clube espanhol) marcou uma viragem no seu longo processo de recuperação.

Madrid está como novo. Não sei se será o mesmo Madrid de 2007, porque essa avaliação só poderá ser feita em competição. Nos treinos, parece-me igual na entrega, na qualidade e no profissionalismo. Não há muitos médios com a classe do argentino. Jesualdo sabe disso desde que o viu a treinar pela primeira vez, em Braga. Em Janeiro de... 2005.

Olha o Pinilla!...



Olha quem ele é. Maurício Pinilla, o chileno que não teve passagem feliz pelo Sporting, assinou por seis meses com o Apollon Limassol. É o nono clube na carreira profissional do avançado formado no Universidad de Chile. Depois do Inter de Milão, Chievo, Celta de Vigo, Racing de Santander, Sporting de Lisboa, Hearts e Vasco da Gama, chega a vez de «enganar» no Chipre. Talvez se engane muito e marque alguns golos...

Nome de código: Suíça



Dentro de poucas horas, um jogador com estatuto no futebol português irá saltar para o futebol suíço. Não é um campeonato por aí além, mas enfim, o país é dos mais civilizados do Mundo e também um dos mais bonitos que visitei. Convém é ter cuidado onde se come, porque se gasta uma nota preta. Sabiam que a Federação Suíça tem um código de conduta para os jogadores profissionais? Está traduzido em várias línguas, incluindo o português, e não se limita a dar conselhos sobre comportamentos a preservar dentro das quatro linhas. Fora dos relvados, exige-se ao jogador que respeite os códigos da sociedade que o recebe de braços aberto. Ver aqui.

PS: O jogador em causa não vai estranhar a mudança. Ele nasceu «noutro» grande berço da civilização moderna, onde o cidadão tem um nível de educação muito acima do português comum.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Agora não me dá jeito...



Era suposto Vítor Pereira estar esta noite em Braga, para um colóquio organizado pelo Correio do Minho e Antena Minho subordinado ao tema "A profissionalização na arbitragem nacional". Isso 15 dias depois de Paulo Baptista ter acertado em 95 por cento das decisões que tomou no Benfica-Sp. Braga (1-0), na Luz, e 72 horas depois de Paulo Costa, no Sp. Braga-FC Porto (0-2) ter colocado a arbitragem portuguesa no top 10 mundial - muito à frente das Ilhas Fiji . Mandou dizer que não ia ao debate. Tenho aqui o conteúdo do e-mail, assinado pela Comissão de Arbitragem: «(...) Dado o momento conturbado por que passa o futebol, não se julga apropriada a presença do presidente da Comissão de Arbitragem no colóquio (...).

Momento conturbado no futebol? Tomem lá! Para quem diz que Vítor Pereira não vive neste mundo, mas num país-de-faz-de-conta-que-somos-os-melhores-do-planeta, essa missiva é reveladora da lucidez e sagacidade do presidente da CA da Liga. Mesmo assim, se fosse eu a escrever o e-mail, começava assim: «Tendo tomado conhecimento de que um grupo de revivalistas preparava a organização de um auto-de-fé, à mesma hora e no mesmo local do colóquio, não se julga apropriada a presença do presidente da Comissão de Arbitragem no debate.» Todos sabem que o Sp. Braga tem os adeptos mais civilizados do futebol português. Mas quando no passado sábado gritaram «Basta!» e mostraram cartão vermelho à arbitragem, estavam mesmo a falar a sério e a avisar que a paciência tem limites.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Acabou


Foto: Paulo Duarte/AP/Yahoo.com

Notas finais do Sp. Braga, 0 - FC Porto, 2

1 - Pensava que ia ser um jogo sem casos. Mas não foi. Há pelo menos uma grande penalidade a favor do Sp. Braga, por mão na área do Guarin (não sei se aquele toque do Helton ao Meyong também não daria castigo máximo). Tenho dúvidas sobre a posição de fora-de-jogo de Tomás Costa no lance que redundaria no terceiro golo do FC Porto. É pena tantos casos, porque o FC Porto em altura nenhuma precisou destes lapsos da equipa de arbitragem para ganhar.

2 - Muita gente a atacar não pressupõe mais oportunidades e maior volume ofensivo. Na segunda parte, o Sp. Braga perdeu fio de jogo e, na prática, só por uma vez conseguiu incomodar seriamente Helton, num cabeceamento de Orlando Sá.

3 - O FC Porto atacou bem e quase pela certa. Em termos contabilísticos, gozou de mais e melhores ocasiões. Marcou dois golos. Podia ter marcado outros dois, no mínimo. Jesualdo levou a melhor sobre Jesus.

4 - O Sp. Braga vai acabar a primeira volta sem um único ponto conquistado aos grandes. Cada jogo teve a sua história, como se sabe, mas nos três desafios não se pode dizer que os minhotos tenham sido bafejados pela sorte em matéria de arbitragem.

5 - Cissokho é fera. Pode melhorar no aspecto defensivo. Gostei dele a atacar. Boa entrada, também, de Tomás Costa.

6 - Era uma questão de coerência. António Salvador voltou a atacar a arbitragem. «Novamente roubados», protestou o presidente do Sp. Braga, no final do jogo.

Ao intervalo...


foto: Paulo Duarte/AP/Yahoo.com

O Sp. Braga, 0-FCPorto, 2 está no intervalo. Algumas notas:

1 - Primeiros minutos de avassalador domínio bracarense, sem resultados práticos.

2 - Golo ilegal do FC Porto. Hulk estava em fora-de-jogo. Lance de difícil interpretação no relvado, mas de qualquer forma ilegal. Boa finalização de Rodriguez.

3 - Linz na bancada, Meyong no banco, Renteria como unidade solta do ataque com Mossoró atrás no apoio. Não me espanta que do ponto de vista da eficácia, o Sp. Braga não tenha forçado Helton a qualquer defesa de alto/médio risco.

4 - Lisandro: quinto golo na Liga. Frieza a todos os títulos excepcional no aproveitamento do erro de Moisés.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Perícia ou sangue-frio?

Com o contributo de J. «Careca» Marques

Vaslui - o clube do agricultor



Ciclicamente, o futebol romeno oferece oportunidades de negócio que atenua os efeitos da crise na carteira dos clubes portugueses. Depois do Cluj, Pandurii e Rapid, o Vaslui ataca em força no mercado luso, seduzindo com dinheiro fresco futebolistas da chamada segunda linha que cabem perfeitamente no estilo do futebol romeno. O Vaslui vive fundamentalmente do dinheiro injectado por Adrian Porumboiu, antigo árbitro internacional, dono do grupo Racova Com Agro Pan, um cluster que se dedica sobretudo à agricultura (com incidência no cultivo do trigo), mas que tem ramificações nas áreas do turismo e dos serviços. A empresa tem 7 mil empregados e gera lucros anuais na ordem dos 40 milhões de euros.

Estamos, portanto, na presença de um clube «alimentado» por um dos cinco maiores agricultores da Roménia. E em casa onde há pão, ninguém reclama nem perde a razão... Hugo Luz, defesa-esquerdo que chegou a ser campeão no FC Porto de Mourinho, anda feliz da vida por receber a tempo e horas. Wesley, Pavlovic e possivelmente Paulão, da Naval, já sabem que o Vaslui é sinónimo de um contrato que dificilmente os clubes portugueses (à excepção dos três grandes) podem igualar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Edgar no Vasco



Edgar vai jogar no Vasco da Gama e disputar o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro pelo popular clube carioca. Em Portugal, o rapaz que o FC Porto contratou à Inverfutbol não deu nada. Nem na Sérvia, porque o Estrela Vermelha não fez questão de o manter nas suas fileiras. Avisado estava o Sp. Braga há dois anos, quando esteve quase, quase a contratar Edgar por um valor bem elevado. Alguém com conhecimento e juízo alertou António Salvador para o risco da operação e a verdade é que Edgar só deu o ar da sua graça no Beira-Mar - e ainda assim os elogios foram demasiado generosos... No Brasil continuam a chamar-lhe Edgol. Veremos até quando.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Estranho



A Federação Polaca de futebol anunciou que no próximo dia 4 Fevereiro a selecção de Leo Beenhakker disputa um jogo particular com o Paços de Ferreira. O estranho é que o Paços de Ferreira não foi informado nem sabe de nada...

Há dias, vi um treinador a falar com as bolas (as de futebol, seus marotos). Elas estavam quietinhas, no círculo central, a ouvi-lo

Descobri a razão pela qual um determinado jogador de um clube que joga para não descer é sempre o último a entrar no treino. Parece que a tripa começa a funcionar no preciso momento em que atravessa o túnel de acesso ao relvado. Há muitos casos destes no futebol. O treinador já se queixou à Direcção, que cag## no assunto...

Parece que o Trofense se transformou numa janela de oportunidades para quem foi (injustamente?) escorraçado de determinado clube, por causa de um erro administrativo que custou pontos na secretaria. Trabalha na sombra, mas começa a dar muito nas vistas e a incomodar certos empresários...

Vítor Pereira disse hoje que a arbitragem nacional está no top ten mundial. Não é estranho. Mas é bizarro

Obama daria bom árbitro



Se a proposta de António Salvador de mandar para cá árbitros estrangeiros vingar, é bom que comecemos a estar atentos ao que se passa lá fora. Pérez Burrull, ouviram falar? Foi o árbitro deste jogo. Parece que o Real Madrid foi vagamente beneficiado pelo juiz na partida com o Osasuna, a equipa de Camacho. Vagamente.... Lá, como cá, foi parar à jarra.



Mas que paranóia! Obama para aqui, Guardiola para ali. Os catalães já não sabem o que fazer para sublimar a figura do treinador do Barcelona. Engraçado: quase que o corriam a pontapé nas jornadas iniciais do Campeonato. Tudo mudou no jogo com o Sporting, lembram-se? Quanto ao agora presidente dos Estados Unidos, daria um bom árbitro. Tem pinta de conciliador, embora a figura não me suscite a mais ténue expectativa de que venha a trazer mudanças de fundo na política externa dos States...

Provavelmente, o caso mais estúpido do Mundo



Já não bastava o nevoeiro no Funchal, e surge isto e mais isto. Os blogues levantaram, e bem, a questão e o Belenenses reuniu-se de emergência para, à luz dos regulamentos, exigir o seu apuramento para as meias-finais da Carlsberg Cup, em vez do V. Guimarães. É impressão minha, ou Belém é terreno fértil para polémicas? Ele é caso Mateus, caso Meyong (e sub-caso Janela), caso Vinícius Pacheco e agora caso Taça da Liga. Aqui há caso, ouçam o que vos digo. E este é tão genuinamente português que não resisto à tentação de o seguir a par e passo.

Entretanto, António Boronha, no seu blogue, explica de forma espartana a questão do goal-average e do goal-difference.

PS: Há momentos, a Liga mandou dizer que não há pão para malucos e esclareceu (?) a confusão. Já acabou? Tão cedo?...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Plano Salvador?



António Salvador, presidente do Sporting de Braga, foi hoje à Liga propor a Hermínio Loureiro que os jogos com os três grandes sejam dirigidos por árbitros estrangeiros. E sustentou a ideia com dois argumentos: a) é sempre nos desafios com um/ou mais grandes que há polémica; b)os árbitros portugueses não têm «bagagem» mental para aguentar a pressão e serem isentos na casa dos grandes.

Naturalmente que neste pântano que é o futebol profissional em Portugal, a proposta está condenada ao fracasso. Mas - e é com pena que o digo - faz todo o sentido. Não que os árbitros estrangeiros não errem, porque erram. São humanos. Quanto à isenção, não existe em lado nenhum e basta recuperar alguns jogos das competições europeias em que os grandes clubes portugueses defrontaram colossos europeus, para se perceber que na UEFA gravitam interesses obscuros.

A razão é esta: falta de qualidade. Imagino que o quadro de árbitros do Burkina Faso seja melhor que o nosso. Se não for, há problemas no Burkina. Se calhar vem aí uma geração melhor, que irá dar credibilidade à arbitragem lusa. Enquanto se espera por esse dia (não levem a mal, mas tomei a decisão de esperar sentado) é impossível discordar do que disse (só a posteriori) Jorge Jesus sobre Paulo Baptista: «Ele não sabe mais.»

PS: Ups! Quebrei a promessa... falei de arbitragens. Mereço um Red Card...

Agora, com tranquilidade


Foto: Yahoo/REUTERS/Nacho Doce

Ouvi hoje na rádio que Paulo Bento deve estar arrependido das vezes em que, por opção técnica, não convocou Vukcevic. Isso, claro, a propósito da goleada do Sporting sobre o Paços de Ferreira, por 5-1, para a Taça da Liga, num jogo em que mais uma vez se assistiu (por três vezes) a uma aula de eficácia e crer de Liedson. O montenegrino está a jogar muito e a marcar golos. Agora. Com tranquilidade (:O). Antes do «correctivo» de Paulo Bento jogava razoavelmente bem mas demasiado virado para si mesmo e não para a equipa. Acredito por isso que este Vukcevic ganhou muito com o hiato competitivo a que foi sujeito. Ou, como lhe chamaria um mister que já treinou o Leça, o supremo banho de humildade (dou um prémio a quem adivinhar de que treinador falo).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Quanto?!



Suponho que a FIFA e sobretudo a UEFA estão atentas a este Manchester City. É pornográfico aquilo que os ingleses, graças ao petrodólares, estão dispostos a pagar ao Milan por Kaká. Mais um atentado à pobreza, num Mundo em que os (muito) ricos se pavoneiam de forma descarada.

Não há intocáveis



Uma investigação do jornal «Marca» sobre uma Assembleia-Geral para a aprovação de contas do Real Madrid, levou à queda do presidente do poderoso clube merengue, o advogado Ramón Calderón. A história resume-se rapidamente: Calderón «convocou» amigos e familiares para garantir que a votação lhe seria favorável - recorde-se que ele é advogado. No dia seguinte à notícia da «Marca», Calderón jurou pela sua honra que tudo não passava de falsidades - já vos disse que ele é advogado? Hoje, demitiu-se. E chorou. Provavelmente, de vergonha.

Calderón é o menos importante nesta história. A «Marca», tida como uma publicação muito próxima do Real Madrid, cumpriu o seu dever com rigor e isenção. Contou a história, defendeu-a com provas irrefutáveis e mostrou que só responde perante uma entidade: o leitor. É a causa maior de qualquer órgão de comunicação social.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Porquê?

Não é compreensível o que aconteceu hoje. Não entendo como tantos e tão bons profissionais podem ser descartados assim, de um dia para o outro. Não me falem de recessão, ou atiro números de há quatro anos que desmentem a teoria de que o quadro actual é negro, insustentável, irreversível. Tenho lá amigos, caramba! Muitos. Bons amigos, profissionais exemplares. Pessoas que colocaram os interesses dos jornais à frente da família, falharam aniversários de filhos, fragilizaram relações e subtraíram anos de vida saudável por causa deste vício de correr atrás das notícias. Não são objectos. Não são descartáveis. São pessoas que há 24/48 horas tinham um projecto de vida e que hoje caem num buraco negro sem perceber como e porquê. Se calhar sabem porquê. Por causa da merda do dinheiro.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vale tudo...



Gostaria muito de vos falar sobre o Nacional, 2-FC Porto, 1, mas esgotei as palavras na crónica que escrevi sobre o carácter surrealista desta partida. Realmente, a Taça da Liga vale aquilo que a Liga (a de clubes) quer que ela valha. Toda a gente (não) viu pela televisão o que eu (pouco ou nada) vi no local: um nevoeiro que desceu pela tarde e que cobriu com um manto impenetrável o relvado do Estádio da Madeira, na Choupana. Mandava o bom senso que o jogo fosse interrompido, suspenso, momentaneamente adiado, sei lá, tudo menos faltar ao respeito ao espectadores (cerca de 900) e aos telespectadores da Sport TV. Culpa do árbitro? Diria «meia culpa». É verdade que Lucílio podia, se quisesse, interromper a partida, mas isso era uma situação que não interessava nem ao Nacional nem ao FC Porto nem à Liga. Ou seja, teria de ser o setubalense a suportar o ónus da decisão.

Curiosamente, por volta das 19.30 horas, isto é, cerca de hora e meia depois do apito final, o nevoeiro desapareceu. Por essa altura, estava o FC Porto a embarcar para o continente e os jogadores do Nacional a comer bolo do caco em casa...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Chuva dissolvente



Chove em Vila Nova da Telha. Espero não ficar sitiado em casa como aconteceu no último dilúvio (sim, a foto é a mesma, só para afastar o azar). Daqui a nada parto rumo ao Funchal, para esse fascinante Nacional-FC Porto, da Taça da Liga. Ouvi dizer que já não há bilhetes. O fascínio é real. Não tanto o jogo, que também é interessante, mas a Choupana. Aquele pedaço verdejante da ilha exerce sobre mim esse efeito. Gosto de lá ir, de respirar o ar puro da montanha, de ver a obra que em tão pouco tempo o Nacional ergueu num terreno irregular domado pela força das máquinas. A casa do Nacional e a paisagem selvagem que a rodeia têm um encanto especial. Por cá, chove cada vez mais... Tenho a impressão que vou de barco para o aeroporto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Claro!



O melhor jogador do mundo é português: Cristiano Ronaldo!

Eliseu trama Ricardo



No regresso de Ricardo à titularidade na baliza do Bétis, para a Liga espanhola, brilhou... Eliseu. Um grande golo do ex-belenenses, aos 91 minutos, num remate com o pé esquerdo fora da área, permitiu ao Málaga (Duda e Hélder Rosário foram titulares) ganhar no terreno dos sevilhanos por 2-1. Aos 24 minutos de jogo, o Bétis já estava reduzido a 10 unidades por expulsão de Melli e as coisas ficaram ainda mais negras quando Emana também foi para a rua, aos 67 minutos. Ricardo quase defendia uma grande penalidade e nada pôde fazer para evitar o golaço do compatriota Eliseu, que continua a ser uma das figuras do Málaga e do Campeonato espanhol. Ver aqui

E nós que os aturemos...

O que nós temos de aturar... Era bom que alguns treinadores compreendessem que o jornalista é a ponte para o leitor. E para o adepto. O futebol profissional chama-se assim por alguma razão. Haja ao menos o bom senso de respeitar quem também tem compromissos, horários a cumprir, um jornal para fechar e família à espera. Com a devida vénia ao amigo Rogério Neves, cá vai disto. Para meditar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Neve, gelo e degelo...


Foto: FC Paços de Ferreira

Ainda há neve em Paços de Ferreira. Neve e gelo, porque a linha lateral junto à bancada dos sócios estava literalmente congelada. O jogo começou por isso um pouco mais tarde que o previsto, e se houve equipa que não chegou a «descongelar» foi mesmo o Paços de Ferreira, que ao intervalo já perdia por 3-0 com o Nacional. Seguiu-se uma reacção enérgica e cheia de fé dos castores, que reduziram para 2-3, com golos de André Pinto e Carlos Carneiro. Não deu para mais. O Nacional foi mais equipa, mas perdeu a oportunidade de sair do jogo com o mesmo brilho com que o iniciou.

PS: Grande chavascal na Luz. Não me espanta que a minha previsão acerca do FC Porto continuar no primeiro lugar por mais algum tempo tenha pecado por optimista. Claro que os dragões também não fizeram por isso. Jorge Jesus berrou, berrou, mas no fim o que fica? Três pontos à vida e a certeza de que o Sp. Braga não pode nem deve pensar no título. Nem sequer em sonhos...

PS1: O Trofense empatou no Dragão. Jesualdo queixa-se que as equipas se fecham muito no recinto do FC Porto. Acho que é assim desde que o novo Estádio foi inaugurado. Já era assim nas Antas. Dragão que é dragão tem de saber contornar esse «obstáculo». Quanto à equipa de Tulipa, depois na última ronda ter ajudado o FC Porto a subir à liderança ao ganhar ao Benfica, desta vez ajudou o Benfica a voltar ao primeiro lugar ao subtrair dois pontos aos azuis e brancos. Como se percebe, a turma da Trofa não olha ao peso das camisolas...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Quem se mete por atalhos...



Nasser Al Attiyah, o príncipe do Catar, fugiu por um atalho e, muito naturalmente, meteu-se em trabalhos. Foi desclassificado do Dakar, prova que liderava. O provérbio não deve ter tradução em árabe...

Foto do dia



A imagem do Ferrari parcialmente destruído de Ronaldo correu Mundo. CR7 saiu sem arranhões do acidente. Tudo isso a três dias de se saber quem é o melhor jogador do Mundo para a FIFA. Para já, sabe-se quem não é o melhor condutor do planeta. Mas que a sorte protege os audazes, disso não há dúvidas...

Temos atacante?


foto: FCP

Falei há pouco com um amigo meu que esteve no Dragão e que pela voz me pareceu estar com indícios preocupantes de hipotermia. Aparentemente, o jogo não chegou a aquecer, apesar da balda de Bruno Vale e do penalty falhado por Leandro Lima - dois momentos soltos de emoção, a par dos três golos apontados no desafio, o decisivo da autoria do rapazito da foto, Rabiola. O ex-vitoriano, atacante ainda em formação que especialistas na matéria acreditam reunir qualidades para chegar longe no futuro, assinou o primeiro momento alto com a camisola do dragão. Rabiola recuperou há pouco tempo de uma lesão melindrosa, é jovem e português e pese não ter descortinado no miúdo nada de especial nos poucos jogos que vi dele no Vitória, era bom para o futebol luso que mais valores nacionais emergissem para posições carenciadas, como é o caso do ataque. Já para o lado esquerdo da defesa (esse drama tão português), o único que me chamou a atenção foi mesmo o Tiago Pinto, filho de João Pinto, que joga no Trofense.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Balboa nota



Acho que o Benfica fez mal em comprar Balboa. Devia ter investido os 4 milhões de euros em mim, proporcionando-me uma reforma antecipada num qualquer destino paradisíaco das Caraíbas. Em troca, comporia belas prosas sobre como vender Di Maria ao Real Madrid pelo dobro do preço que o argentino na realidade vale.

A sério, agora: até ontem, tinha uma ideia difusa acerca de Balboa. Percebia-se, pela parca utilização, que havia qualquer coisa de errada no rapaz. Em Guimarães descobriu-se porquê. Não sei se Balboa é um jogador fraco. Mas é seguramente um jogador fragilizado. Ataca mal, não sabe nem quer apoiar defensivamente o lateral, e ao contrário do que se disse e escreveu na altura da sua contratação, tecnicamente não é grande espingarda. Por momentos tive pena do Maxi Pereira, que 'levou' com o Desmarets e o Luciano, enquanto mais à frente Balboa procurava trevos de quatro folhas nas redondezas do banco do Vitória.

Foi o único erro de casting de Quique no triunfo sobre o V. Guimarães. Para quebrar o jejum de um mês sem ganhar, o espanhol fez seis alterações no onze e provavelmente algumas das apostas vão transitar para o jogo com o Sp. Braga, na Liga. Jogadores como Miguel Vítor, Katsouranis e Yebda justificam algo mais que o banco.

PS: Ainda bem que Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem, assistiu ao jogo no Estádio D. Afonso Henriques. Olegário Benquerença, o nosso mehor árbitro, assinou mais uma exibição notável. Como prometi há tempos não me alongar sobre os árbitros, fico a aguardar o veredicto do chefe dos juízes de futebol...

PS: Por falar em Balboa, fiz o levantamente mental dos milhões mal gastos pelos três grandes e nenhum deles se pode rir da desgraça alheia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Messi(as)




Olha, duas manchetes iguais! Escândalo... Em Espanha não se fala de outra coisa - não das manchetes, mas de Messi. O argentino assinou um hat-trick no jogo com o Atlético de Madrid, no Vicente Calderón. Quando foi substituído aos 81 minutos, Messi foi alvo de uma estrondosa e histórica ovação por parte dos adeptos madrilenos. Tanto a Marca, de Madrid, como o Mundo Deportivo, de Barcelona, destacam esse facto, que é peculiar embora compreensível. Se há clube de Madrid que os culés gostam é do Atlético; e se há clube de Barcelona que os colchoneros apreciam é o Barcelona. Ambos unidos pela aversão ao Real Madrid...

Messi é por esta altura o jogador do momento. Em Espanha e no Mundo. Estando bem fisicamente é inimitável e inigualável em talento, raça e poder de fogo. E em humildade também. No Vicente Calderón, o rapaz emocionou-se com o carinho dos adeptos adversários: «É algo de inexplicável. Foi um momento muito bonito». Pois foi.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bola TV



É um novo projecto de A Bola para cativar (ainda) mais público à sua página na Internet e o primeiro de muitos passos destinados a abrir caminho a outras boas novidades. Para já, a interacção entre jornal «televisivo» e o leitor/Internauta/Telespectador já estimulou muitas visitas. Ver aqui