
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Quase um PenafielGate

O Penafiel confirmou na Luz aquilo que escrevi no post anterior: há trabalho bem feito nos escalões ditos amadores. O Penafiel, refira-se, é um hino ao futebol de formação. Muitos dos jogadores que fizeram tremer as bases milionárias do Benfica saíram das camadas jovens, casos de Dias, Pedro Moreira (grande lateral, votado ao abandono pelos primodivisionários), Vítor (que andou por outros clubes antes de regressar às origens), Ferreira, entre outros.
Foi uma noite penosa para um Benfica com tiques de aristocrata, incapaz de se libertar da teia que montou e emboscado por um comando de elite pronto a morrer em campo, se fosse preciso. Venceu nas grandes penalidades, onde nem sempre a sorte protege o mais audaz.
Entretanto, e falando de segundas linhas, Balboa terá sido a melhor venda do Real Madrid, este ano. Quatro milhões foi muito dinheiro por um jogador que não dá mostras de ter valor suficiente para jogar num clube da dimensão dos encarnados. Pode ser que desminta tudo e todos nos próximos meses. Mas não se vê jeito disso acontecer, a avaliar pelas poucas oportunidades que Quique lhe tem dado - e com toda a razão, embora tenha sido o treinador a assinar por baixo a contratação do extremo.
Gostei de Moreira. Acho que é um profissional dedicado, que não merece cair no esquecimento. Também Makukula deu o litro, apesar de não ter marcado e de até de ter sido perdulário nalguns lances soltos do jogo. Mas olhando ao facto de não ter ritmo competitivo, perdoa-se-lhe a falta de pontaria.
Foi uma noite penosa para um Benfica com tiques de aristocrata, incapaz de se libertar da teia que montou e emboscado por um comando de elite pronto a morrer em campo, se fosse preciso. Venceu nas grandes penalidades, onde nem sempre a sorte protege o mais audaz.
Entretanto, e falando de segundas linhas, Balboa terá sido a melhor venda do Real Madrid, este ano. Quatro milhões foi muito dinheiro por um jogador que não dá mostras de ter valor suficiente para jogar num clube da dimensão dos encarnados. Pode ser que desminta tudo e todos nos próximos meses. Mas não se vê jeito disso acontecer, a avaliar pelas poucas oportunidades que Quique lhe tem dado - e com toda a razão, embora tenha sido o treinador a assinar por baixo a contratação do extremo.
Gostei de Moreira. Acho que é um profissional dedicado, que não merece cair no esquecimento. Também Makukula deu o litro, apesar de não ter marcado e de até de ter sido perdulário nalguns lances soltos do jogo. Mas olhando ao facto de não ter ritmo competitivo, perdoa-se-lhe a falta de pontaria.
domingo, 19 de outubro de 2008
Não é futebol de Segunda

Acho que só fui uma vez na vida a Arouca, há muitos anos, quando o FC Porto foi lá jogar um ensaio de final de época - ou terá sido no início de uma temporada? Não sei, e também não vem ao caso. Arouca é o tomba-gigantes da Taça de Portugal, eliminou o Marítimo nos penalties e deu alguma vida aos pequeninos nesta terceira eliminatória da prova em que imperou a lei do mais forte. O Rio Ave também foi à vida, no prolongamento, mas frente a um Gil Vicente que goza de estatuto, apesar de estar na Liga Vitalis.
Estive no Leixões-Caniçal. Os madeirense foram os quase tomba-gigantes da Taça. Chegaram ao intervalo a ganhar 1-0, concederam o empate no segundo tempo, mas aguentaram-se das pernas até ao tempo regulamentar. No prolongamento, foram abaixo, ficaram sem «pilha», mas a equipa de José Bizarro (um campeão da geração de ouro) deixou um boa imagem no Estádio do Mar. Disse o mister do Caniçal que não gosta de jogar com trincos nem cadeados. Jogou pelo seguro num onze com uma grande organização táctica e que deu muito que fazer ao Leixões, apesar de a goleada (4-1) no tempo extra induzir uma ideia diferente.
Há qualquer coisa de bom a emergir dos escalões secundários. A Taça sempre foi generosa em surpresas, mas não é isso. Esta época já vi várias equipas da Liga Vitalis e algumas das II Divisões e julgo não andar longe da verdade se disser que se deu significativo salto qualitativo. Não há só vontade, espírito de sacrifício ou superação - existe acima de tudo qualidade. Qualidade de treino, qualidade táctica e técnica, aliada a transições muito bem feitas que denunciam a existência de uma escola de treinadores capaz de assegurar a renovação da classe no futuro. Falo de Bizarro, como podia falar de Rui Dias, do Varzim, Hélio Sousa, do Sp. Covilhã ou ainda Vítor Pereira, do Santa Clara.
Há qualquer coisa de bom a emergir dos escalões secundários. A Taça sempre foi generosa em surpresas, mas não é isso. Esta época já vi várias equipas da Liga Vitalis e algumas das II Divisões e julgo não andar longe da verdade se disser que se deu significativo salto qualitativo. Não há só vontade, espírito de sacrifício ou superação - existe acima de tudo qualidade. Qualidade de treino, qualidade táctica e técnica, aliada a transições muito bem feitas que denunciam a existência de uma escola de treinadores capaz de assegurar a renovação da classe no futuro. Falo de Bizarro, como podia falar de Rui Dias, do Varzim, Hélio Sousa, do Sp. Covilhã ou ainda Vítor Pereira, do Santa Clara.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Armillaria Mellea Fan Klub

Do que o Sporting de Braga se livrou! O relvado do Vlf Arena, a casa do Wolsburgo, está contaminado com milhares de vermes chamados Armillaria mellea, cujo apetite voraz tem feito estragos no tapete do recinto alemão. O técnico Felix Magath não tem táctica nem estratégia para combater o bichinho. Limita-se a fazer apelo à compreensão dos adeptos pelo facto de o estado do relvado poder eventualmente prejudicar a qualidade do jogo da equipa. Vermes! Arghhhh!!!!! Os bracarenses jogam com o Wolsburgo no dia 27 de Novembro, no AXA, num relvado que terá algumas minhocas inofensivas, mas nada com estatuto de praga.
A força da idade

Reparem no avozinho no lado direito da imagem: tem 82 anos e uma saúde... de ferro. Participou recentemente num concurso de culturismo. Músculo não tem muito, mas a flacidez é atenuada por uma vontade incrível de vencer os efeitos da idade. Tem qualquer coisa de John McCain mas só nos traços de um rosto que se contorce com o esforço da exibição. Velhinho, ele? Só na aparência.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Eram dez? Pareciam mais...

Há que enaltecer os notáveis poderes de previsão de Carlos Queirós: tinha razão quando afirmou que esta Albânia era favorita a dar cabo dos planos de um dos candidatos. Ninguém pensava é que seria Portugal. Muito menos eu, que nem nos meus piores pesadelos pensei escrever um post acerca do empate em Braga. Empate? Se calhar esta Albânia é tão candidata como Portugal: afinal, roubou um ponto à (para já) décima melhor selecção do Mundo.
Portugal é grande a escrever capítulos negros da sua história futebolística. Não se limitou a empatar com a Albânia - empatou com uma Albânia reduzida a 10 unidades a partir dos 40 minutos de jogo. É obra. Obra desenganada. Explicações? Não há. Pelo menos à TVI não houve, porque nenhum responsável da Selecção Nacional foi capaz de ir à zona de entrevistas enfrentar parte do País. Típico.
Gilberto Madail saiu da tribuna a sete minutos do final do jogo, aparentemente desgastado. Um dia, João Loureiro teve uma saída assim do Bessa e toda a gente lhe caiu em cima . Espero que o presidente da FPF não venha agora dizer que foi à casa de banho e que no regresso se perdeu.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Em cheio!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Há Dias assim...

Acho que ninguém se esqueceu da figura que Laurentino Dias fez no programa «Prós e Contras» quando o major Valentim Loureiro o forçou a meter a viola no saco, depois de uma retórica vazia (mas pejada de indirectas) sobre o processo Apito Dourado. Quando o assunto tem alcance mediático, lá está o secretário de Estado do Desporto a emitir opinões, a dar pareceres, a sugerir mudanças de fundo, enfim, a criar a ilusão de que realmente o poder político está atento e pronto a intervir.
Ouvir Laurentino Dias dizer que daqui a 10 anos - uma década - Portugal não terá de gastar quase nada na organização, com a Espanha, do Campeonato do Mundo, porque os estádios já estão feitos, é passar um atestado de estupidez a quem o ouve. Dentro de 10 anos, as exigências organizativas de uma prova desta natureza serão muito maiores e - não tenhamos ilusões - da forma como a tecnologia evolui no capítulo da engenharia e da arquitectura, em 2018 alguns do estádios portugueses construídos para o Euro-2004 estarão em muitos domínios obsoletos - logo carenciados de obras e investimentos.
E já não falo de outras infraestruturas, como mais estradas, melhores centros de treinos, mais relvados (que terão de ter qualidade cinco estrelas), mais e melhores hotéis, etc, etc, etc.
Não estou contra o Mundial-2018 co-organizado por Portugal e Espanha. Pelo contrário, a ideia é aliciante. Mas antes de fazer contas por alto e agir por impulsos eleitoralistas, é bom lembrar que o Euro-2004, para além das muitas coisas boas que deu ao País, também deixou como herança um Estádio no Algarve que não serve para nada, dois, em Leiria e Aveiro, que recebem menos gente que em jogos dos Distritais da AF Porto, além de ter arruinado as finanças de alguns clubes e autarquias.
Ouvir Laurentino Dias dizer que daqui a 10 anos - uma década - Portugal não terá de gastar quase nada na organização, com a Espanha, do Campeonato do Mundo, porque os estádios já estão feitos, é passar um atestado de estupidez a quem o ouve. Dentro de 10 anos, as exigências organizativas de uma prova desta natureza serão muito maiores e - não tenhamos ilusões - da forma como a tecnologia evolui no capítulo da engenharia e da arquitectura, em 2018 alguns do estádios portugueses construídos para o Euro-2004 estarão em muitos domínios obsoletos - logo carenciados de obras e investimentos.
E já não falo de outras infraestruturas, como mais estradas, melhores centros de treinos, mais relvados (que terão de ter qualidade cinco estrelas), mais e melhores hotéis, etc, etc, etc.
Não estou contra o Mundial-2018 co-organizado por Portugal e Espanha. Pelo contrário, a ideia é aliciante. Mas antes de fazer contas por alto e agir por impulsos eleitoralistas, é bom lembrar que o Euro-2004, para além das muitas coisas boas que deu ao País, também deixou como herança um Estádio no Algarve que não serve para nada, dois, em Leiria e Aveiro, que recebem menos gente que em jogos dos Distritais da AF Porto, além de ter arruinado as finanças de alguns clubes e autarquias.
O valor de um golo

Após longo período de ausência, Renteria regressou à selecção colombiana. Mas não foi feliz. O Paraguai venceu 1-0 e cimentou a sua liderança no grupo sul-americano de qualificação para o Mundial de 2010. Rezam as crónicas que o bracarense jogou muito e bem. Só faltou... o golo. Lá, como cá, o detalhe que falta para ganhar confiança e tranquilidade.
domingo, 12 de outubro de 2008
Mestre Rogério

Com a devina vénia (sabes que não posso baixar-me muito mais...), reproduzo a coluna de Rogério Azevedo na edição de hoje de A BOLA. Poucos jornalistas portugueses têm uma visão tão clara e simultaneamente tão divertida sobre o futebol. Dá gosto lê-lo? Sempre.
MESTRE Alves só conheci um: o João. Jogava de luvas pretas, por vezes de vermelho, por vezes aos quadradinhos pretos e brancos, sempre com pés de veludo, quase sempre de cabeleira solta ao vento e à chuva. É este, felizmente, o mestre Alves de que me lembro. Há quem diga que em Estocolmo, junto da Selecção Nacional, esteve outro. Vi-o pela televisão, se aquele homem gorducho e de sotaque nortenho era o dito cujo, a colocar, junto do estádio sueco, velas e outras mezinhas. Não acredito que, vinte e não sei quantos anos depois, alguém tenha levantado uma placa de substituição: sai Delane Vieira, entra mestre Alves. Madail esclareceu que a FPF nada tinha a ver com o assunto: se assim não fosse, o avião que trouxe a Selecção Nacional era capaz de aterrar no aeroporto da Portela de marcha atrás.
BEM vistas as coisas, ontem revi outro mestre Alves: o Bruno. Durante muito tempo, talvez meses a fio, sempre que alguém me falava nele, lembrava-me de Nuno Gomes: a agressão. Agora, nos próximos meses, sempre que me falarem nele é provável que me lembre de Rui Patrício: o livre. Ou, então, lembro-me da forma como meteu no bolso o sueco Ibrahimovic: o elogiador de Mourinho.
BEM vistas e revistas as coisas, lembro-me doutro mestre Alves com influência: Alves dos Reis. E lembrei-me porque só mesmo com a maquinação que, em 1925, ele usou para falsificar notas atrás de notas os dirigentes do Zenit de São Petersburgo poderão impedir que, dentro de algum tempo, Danny saia do futebol russo. Ontem, por exemplo, o homem que passou por Marítimo, Sporting e Dínamo Moscovo fez mais em cinco ou seis minutos que Nani e Quaresma juntos. A abertura para Ronaldo, perto do fim, foi à Alves: o João.
BEM vistas as coisas, ontem revi outro mestre Alves: o Bruno. Durante muito tempo, talvez meses a fio, sempre que alguém me falava nele, lembrava-me de Nuno Gomes: a agressão. Agora, nos próximos meses, sempre que me falarem nele é provável que me lembre de Rui Patrício: o livre. Ou, então, lembro-me da forma como meteu no bolso o sueco Ibrahimovic: o elogiador de Mourinho.
BEM vistas e revistas as coisas, lembro-me doutro mestre Alves com influência: Alves dos Reis. E lembrei-me porque só mesmo com a maquinação que, em 1925, ele usou para falsificar notas atrás de notas os dirigentes do Zenit de São Petersburgo poderão impedir que, dentro de algum tempo, Danny saia do futebol russo. Ontem, por exemplo, o homem que passou por Marítimo, Sporting e Dínamo Moscovo fez mais em cinco ou seis minutos que Nani e Quaresma juntos. A abertura para Ronaldo, perto do fim, foi à Alves: o João.
sábado, 11 de outubro de 2008
Antes um ponto que nenhum

Melhor um ponto na mão que três a voar. Não foi um resultado espectacular, mas também não foi mau empatar no terreno de um dos candidatos. Não vi o jogo todo, por isso não vou estender-me na avaliação, apenas registar que depois do que aconteceu com a Dinamarca, e tendo em conta a necessidade de não desperdiçar mais pontos, o 0-0 com a Suécia não é um desfecho desprezível no contexto das contas de Portugal no seu grupo de apuramento.
Mulher não entra
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Isento...

Uma piada que me foi enviada pelo bom amigo Rui Agostinho. Tem nível...
Dúvida colocada no site das Finanças:
"Sou sócio do Benfica e estou a fazer a minha declaração de IRS. Como pago a quota de sócio todos os meses, devo colocar o Benfica como meu dependente? "
A Resposta das Finanças:
"Claro que não. Só pode colocar dependentes na Declaração de IRS quem ganhou alguma coisa em 2007. No seu caso, uma simples Declaração de Isento é o suficiente."
Dúvida colocada no site das Finanças:
"Sou sócio do Benfica e estou a fazer a minha declaração de IRS. Como pago a quota de sócio todos os meses, devo colocar o Benfica como meu dependente? "
A Resposta das Finanças:
"Claro que não. Só pode colocar dependentes na Declaração de IRS quem ganhou alguma coisa em 2007. No seu caso, uma simples Declaração de Isento é o suficiente."
Duas versões em 24 Horas
Marinho sai de Guimarães

O V. Guimarães anunciou há pouco a saída do seu director de comunicação, José Marinho. Durou poucos meses a missão do ex-jornalista no Castelo. Aparentemente, razões de natureza pessoal estão na base do fim da ligação. Ler AQUI
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Arroz à Nadson

A história tem sensivelmente um mês, mas só agora começa a dar a volta ao Mundo: Nadson, atacante brasileiro do Vegalta Sendai, da II Divisão Japonesa, ganhou 100 quilos de arroz como prémio por ter apontado um dos três golos com que a sua equipa venceu o Avispa Fukuoka, na 34.ª jornada. Nadson que, recorde-se, esteve na lista de compras do Sp. Braga no defeso, acabando por rumar a paragens que conhece muito bem, visto que jogou cinco épocas na Coreia do Sul.
Voltemos ao arroz, oferta de um dos patrocinadores do clube. O que fez Nadson ao cereal? Ofereceu-o ao tradutor que contratou no Brasil, Sérgio Iwasaki. «Ele me tem ajudado bastante desde cheguei ao Japão e já nos tornamos grandes amigos. Eu dei o arroz a ele e em troca só pedi que fosse convidado para um almoço na casa dele para conferir se esse arroz é bom mesmo.»
Não é pedir pouco. Cem quilos de arroz dá para muitos almoços e jantares. Que tal começar por um arrozito de polvo?...
Pacheco já mora em Belém

Jaime Pacheco já mora no Restelo. Na apresentação como novo treinador do Belenenses disse querer «relançar a carreira». O clube parece ser o ideal para o efeito, mas depois da rábula do telefonema para Jorge Costa que devia ter como destinatário Jaime Pacheco, sobram algumas dúvidas sobre a capacidade de organização dos que gerem os destinos de tão prestigiado emblema. A parte ética do processo também levanta questões pertinentes...
Mas disso não tem o sucessor de Casemiro Mior culpa nenhuma. Estava livre e foi o escolhido. Jaime Pacheco é um dos bons técnicos nacionais, com um título histórico no currículo e uma garra e ambição que o tornam uma figura muito especial no panorama do futebol indígena. Será feliz em Belém? Dependerá em larga medida da resposta do balneário.Pelo que vi frente à Naval, Janeiro poderá ser fértil em novidades no Belenenses...
Mas disso não tem o sucessor de Casemiro Mior culpa nenhuma. Estava livre e foi o escolhido. Jaime Pacheco é um dos bons técnicos nacionais, com um título histórico no currículo e uma garra e ambição que o tornam uma figura muito especial no panorama do futebol indígena. Será feliz em Belém? Dependerá em larga medida da resposta do balneário.Pelo que vi frente à Naval, Janeiro poderá ser fértil em novidades no Belenenses...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O novo Ion Moina

Já que estou numa de falar da Roménia (outro dos meus campeonatos predilectos), apresento-vos o novo Ion Moina Stadium, que será erguido no lugar da já velhinho recinto com o mesmo nome, em Cluj. Este estádio continuará a ser municipal e estará ao serviço o U. Cluj, o outro clube da cidade, que compete na II Divisão. Mas talvez o muito português Cluj também possa no futuro beneficiar desta magnífica obra, cuja conclusão está prevista para 2010.
VER MAIS FOTOS AQUI
Novela Peseiro - afinal ele fica!

Peseiro foi reconduzido no cargo de treinador principal do Rapid! O português fora suspenso de funções na sequência da eliminação na primeira eliminatória da Taça UEFA, frente ao Wolsburgo, e já não orientou a equipa na derrota por 2-0 em casa do Pandurii. Surpreendentemente, a Direcção voltou atrás e anunciou que Peseiro fica, mas com uma nova cláusula no contrato que inclui a obrigatoriedade de no mínimo obter o segundo lugar do Campeonato (dá acesso à pré-eliminatória da Champions) e como objectivo principal ganhar o título.
Actualmente, o Rapid é 10.º classificado, com 13 pontos, menos 12 que o líder Dínamo. Ainda dizem que só os brasileiros é que são bons a fazer novelas. Ler no PROSPORT
Actualmente, o Rapid é 10.º classificado, com 13 pontos, menos 12 que o líder Dínamo. Ainda dizem que só os brasileiros é que são bons a fazer novelas. Ler no PROSPORT
terça-feira, 7 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Muito Braga para pouco Vitória

O derbi minhoto acabou com um empate a zero bolas, mas houve ameaça de golo, sobretudo da parte do Sp. Braga, que dominou amplamente o encontro no que a oportunidades diz respeito. O V. Guimarães teve mais posse de bola, mas foi uma supremacia ilusória e que não se traduziu em ocasiões para bater Eduardo. A noite foi de três protagonistas: Alan, o melhor do Sp. Braga, arrancando exibição de raiva num palco que se fartou de o assobiar; Nílson, que salvou os conquistadores da derrota; e, finalmente, Renteria, que por sua conta falhou quatro golos feitos. O colombiano é um jogador destemido, rápido, imprevisível, no entanto revela muita ansiedade na área e precisa rapidamente de um golo para ultrapassar o trauma.
Entretanto, notou-se a falta de Linz. Não é ser mauzinho, mas ter o austríaco na bancada é um luxo mesmo num Sp. Braga repleto de soluções. Não é um jogador tão rápido como Renteria, mas é um finalizador e um avançado astuto a fugir das marcações dos centrais. Ontem, em três oportunidades teria concretizado seguramente uma. Mas há que reconhecer que a disciplina está acima de tudo e, neste contexto, Linz terá aprendido a lição.
Entretanto, notou-se a falta de Linz. Não é ser mauzinho, mas ter o austríaco na bancada é um luxo mesmo num Sp. Braga repleto de soluções. Não é um jogador tão rápido como Renteria, mas é um finalizador e um avançado astuto a fugir das marcações dos centrais. Ontem, em três oportunidades teria concretizado seguramente uma. Mas há que reconhecer que a disciplina está acima de tudo e, neste contexto, Linz terá aprendido a lição.
Este Mar traiçoeiro...

Estava com a agulha virada para o derbi minhoto, por isso vi o Leixões-Benfica aos soluços na segunda parte. Foi impressão minha ou os encarnados caíram na tentação de defender a frágil vantagem construída na primeira metade da partida? É nestes mares traiçoeiros que se perdem pontos e oportunidades de dar um salto qualitativo na classificação. Pelo que ouvi, o Leixões fez pela vida e - digo eu - terá encontrado estímulos na projecção feita por muita gente de que o Benfica alcançaria a liderança da Liga no final do jogo. Ouço o Cardozo: diz que as águias «ganharam um ponto.» Não terão perdido dois?
Foi desta para Mior

O Belenenses anunciou há pouco o despedimento de Casemiro Mior. Confirma-se: sou um pé frio. No final do jogo com a Naval, perguntei-lhe se sentia que o seu futuro dependia de uma vitória sobre o adversário da Figueira. Respondeu-me que a única coisa que interessa à imprensa é criar pressão e arrasar. Pelo que me apercebi, houve pressão popular para o brasileiro sair de Belém. Neste caso, assumo que não falei com ninguém no sentido de lhe proporcionar a calorosa recepção de que foi alvo à chegada a Lisboa, depois do desafio com os navalistas.
domingo, 5 de outubro de 2008
Fecham bem a Málaga

Foto: Diario de Málaga
O Málaga venceu ontem o Recreativo de Huelva, fora, por 4-0. Mesmo com este resultado, o jogo só me despertou a atenção depois de verificar o onze com que os malaguenhos subiram ao relvado do Nuevo Colombino. Há gente conhecida: dupla de centrais Welington (ex-Penafiel) e Hélder Rosário (ex-Boavista), na linha intermédia Duda (o nosso internacional), Baha (ex-Sp. Braga) e Eliseu (ex-Belenenses). Ou seja, de onze jogadores temos cinco que passaram por Portugal sem grande alarido.
Eliseu marcou dois golos e fez uma assistência para outro. Duda marcou o terceiro. O jornal a Marca desfaz-se em elogios ao ex-belenense. Fica a pergunta: nenhum destes rapazitos tinha lugar num clube português?
Venceu o melhor

Foto: Yahoo/Reuters
Poucos segundos antes de Bruno Alves tirar as medidas à baliza de Rui Patrício, veio-me à memória aquele monumental golo apontado pelo central, de livre directo, à Lázio, no jogo de apresentação do FC Porto aos seus sócios. O de Alvalade foi igualmente espectacular, mas com uma diferença: Bruno Alves juntou ao golo uma exibição verdadeiramente brutal, num clássico assim-assim, em que os dragões reabilitaram a imagem depois do naufrágio em Londres, enquanto o Sporting somou a segunda derrota consecutiva frente a um concorrente DIRECTO.
Jesualdo Ferreira inicia a semana com outra tranquilidade, sem a tensão e a nuvem crítica que o acompanhou na contagem decrescente até ao clássico de Alvalade. Não foi um super-FC Porto mas também não foi preciso. Este Sporting com apetência para atacar pelo meio (e uma nulidade a explorar as alas) é uma equipa facilmente «desmontável» por gente que percebe muito de futebol, como é o caso do professor. Por outro lado, o FC Porto atacou muito pelo lado do Grimi - e aí não é preciso ser nenhum génio para perceber como é frágil o lateral-esquerdo dos leões.
Pena a arbitragem de Lucílio Baptista. Sem nível, de fraca qualidade. Transformar um desequilíbrio de Tomás Costa na área numa falta sobre Moutinho passível de grande penalidade foi apenas parte do problema...
PS: este post pode também se lido em http://bolanaarea.blogspot.com/
Olé, Hacker...

A página oficial do Sp. Braga na Internet foi 'atacada' por um hacker. Mas foi, passe o paradoxo, um ataque pacífico, caso contrário as implicações para o site podiam ter sido piores. O hacker limitou-se a entrar, enviou uma mensagem avisando que o sistema é vulnerável e colocou a figura de uma jovem com a frase «Game Over». No final, a cereja no topo do bolo que desagradou particularmente aos adeptos bracarenses: «Benfica, olé!». Ora, parece que o génio informático, de nome Nostress também conseguiu fazer passar a mensagem no site do Boavista. Quem serão as próximas vítimas?... (espero que não seja este blogue, cuja segurança deixa muito, mas mesmo muito a desejar).
sábado, 4 de outubro de 2008
Peseiro a director?

José Peseiro poderá continuar no Rapid de Bucareste, mas para ocupar o cargo de director-técnico do emblema de Bucareste. Esta é a solução encontrada pela Direcção do Rapid para acabar com o braço-de-ferro com o treinador, que recusa demitir-se na sequência dos maus resultados da equipa. Foi o diretor-geral do Rapid, Constantin Zotta, quem anunciou hoje esta possibilidade, ressalvando no entanto que José Peseiro ainda não deu uma resposta ao convite.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Bico calado

Foto gentilmente roubada em: nucleomole.blogs.sapo.pt
Sinceramente, hoje não me apetece escrever nada. Tenho a caixa de mensagens inundada de fotos com exercícios labiais muito exóticos de uma ex-primeira dama do futebol (ao advogado da senhora: não se preocupe, já apaguei tudo) e observo, sem surpresa, que toda essa nojeira se tornou assunto do dia, logo o dia não me merece grandes comentários. Singular a forma como o Correio da Manhã introduziu (Yes!) o tema, com censura e tudo. Nasci em 1972, mal tinha dentes quando a ditadura em Portugal foi derrubada, mas agora já sei como é a censura...
Benfica de qualidade

Foto: Yahoo/Reuters
Muito boa e convincente a exibição do Benfica na vitória por 2-0 sobre o Nápoles. A equipa está na fase de grupos da Taça UEFA com todo o mérito e em claro crescendo de forma, confirmando-se, por outro lado, a reabilitação de duas figuras grandes do futebol: Reyes (mais um grande golo) e Nuno Gomes (movimento brilhante de cabeça após belo cruzamento de Carlos Martins).
Portugal fica com dois representantes na segunda prova da UEFA, já que também o Sp. Braga passeou classe em Bratislava, vencendo facilmente o Artmedia por 2-0, com Luís Aguiar a bisar. No conjunto da eliminatória, os eslovacos foram arrumados com 6-0, o que é revelador da diferença de qualidades entre as equipas.
Uma palavra de apreço ao V. Guimarães pela forma como batalhou no Castelo. Primeira parte notável, segunda metade em claro esforço e sofrimento. O Portmouth empatou 2-2 no prolongamento (marcou o homem-robot, Peter Crouch ), mas por momentos foi bom ver o ar estupefacto dos ingleses quando Douglas e João Alves marcaram.
O Marítimo perseguiu o milagre em Valência mas o melhor que conseguiu foi chegar ao intervalo a vencer. Rezam as crónicas que a arbitragem influenciou o resultado, para benefício dos espanhóis. O V. Setúbal foi de peito aberto à Holanda. Louve-se a coragem, mas com tantos erros defensivos o melhor mesmo foi sair da UEFA.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









