quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pedroto - retalhos da vida do mestre até ao adeus


Um trabalho que fiz no início do ano sobre os 30 anos da morte do mestre Pedroto. Um mês a rever passagens da vida do mítico treinador no vastíssimo arquivo de A BOLA; dois dias livres apenas para me dedicar a 100 por cento a tamanha empreitada - o primeiro para entrevistar um dos filhos (um cavalheiro, diga-se) e o outro para escrever tudo o que me pareceu relevante. E era quase tudo relevante. Era muito novo quando Pedroto morreu. Lembrava-me dele por causa do boné e dos óculos de massa. 

A maior recordação tinha a ver com o Verão Quente, afinal, o episódio que marcou uma viragem na vida do FC Porto. Não imediata, mas pouco tempo depois Pinto da Costa iniciaria um ciclo que transformou um grande clube regional, num grande clube nacional e europeu. Lembro-me do Verão Quente porque foi em Santa Cruz do Bispo, no monte São Brás e no campo do Lusitanos, que um grupo de jogadores que se revoltara contra a direção de de Américo de Sá, fez a pré-época, de forma quase clandestina. Américo de Sá que decidira afastar Pinto da Costa da chefia do departamento de futebol. Eu e todos os miúdos da época escapámos da vigilância de pais e avós para ver os craques treinarem. Inesquecível. A vida de Pedroto dava um livro. De até vários, mas tentei, dentro do possível, eliminar algumas historias fabuladas. Simplesmente, muitas das histórias que nos parecem incrivelmente irreais aconteceram mesmo. Estão no papel, doci«umentadas. 





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