sexta-feira, 25 de março de 2016

Layún: humilde e enorme




Miguel Layún concedeu ao canal Televisa uma das mais extraordinárias entrevistas que tive oportunidade de ver dele. É sabido que o lateral portista gosta muito de falar, sente-se como peixe na água no contacto com os jornalistas, mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em Layún era o gozo nacional, uma espécie de Eliseu mexicano, gozado nas redes sociais pelos «fracos argumentos técnicos» que apresentava. #TodoEsCulpaDeLayun era um lema para explicar todas as desgraças da vida, desde um furacão a um tremor de terra. Esta peça da FIFA explica o fenómeno.

Na entrevista Layún fala do Porto com paixão - clube e cidade - mas vai mais longe ao explicar como sobreviveu ao papel de patinho feio dos mexicanos e se tornou uma referência da seleção. Tudo graças ao apoio especializado de uma psicóloga desportiva, Claudia Rivas, filha de um mestre na área, Octavio Rivas. Foi a primeira mulher no México a fazer parte de uma equipa técnica de futebol, no Toluca. Trabalhou com vários clubes mexicanos, como o Santos Laguna, América, Xolos de Tijuana e durante o ciclo olímpico Londres 2012 foi conselheira da seleção de remo.

Na edição desta sexta-feira de A Bola podem ler excertos da entrevista e as passagens mais importantes. Contudo, vale a pena ouvir Layún, porque ali se percebe o quanto ele é humilde e ao mesmo tempo enorme como jogador e ser humano. 
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