sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Lopetegui e a voz do adepto


A corda tanto esticou que partiu. Terminou o consulado de Julen Lopetegui no FC Porto. O balanço é óbvio: um fiasco absoluto, uma aposta sem retorno desportivo por parte dos dragões. Não vou dissertar sobre as virtudes e defeitos do treinador espanhol. Ficou provado - não esta época mas na anterior - que não tinha unhas para tocar esta guitarra. Ponto final. O que vi no primeiro estágio da pré-época, na Holanda, também foi elucidativo sobre o que ia acontecer. Sim, o plantel deste ano não é tão forte como o anterior, mas alguém duvida que com este conjunto de jogadores Jorge Jesus punha esta equipa a jogar bem?  

Adiante: o que motivou, afinal, o despedimento de Lopetegui? Tudo. Os resultados, as exibições, a matriz da equipa, incapaz de incorporar o espírito de um FC Porto vencedor, que entra realmente em todas as provas para vencer. Foi-se a Champions, a Taça da Liga está por um fio, e em cinco dias o dragão caiu aos trambolhões da liderança do Campeonato para o terceiro lugar. 

Mas houve uma razão acima de todas as outras para Pinto da Costa abdicar de Lopetegui: o adepto. A voz do adepto. A empatia que não existia entre o público e o treinador. E foi isso, exatamente isso, que o presidente do FC Porto disse ao basco na hora de lhe comunicar que prescindia dos seus serviços
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