quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Casillas: justificar o quê, porquê e onde?


Créditos da foto: www.marca.com


Casillas juntou num restaurante de Matosinhos 40 amigos, a propósito dos 152 jogos na Champions que o tornam no jogador com mais presenças na milionária competição da UEFA. A Marca esteve lá e fez um levantamento sobre o convívio. Ter um guarda-redes desta dimensão na Liga portuguesa seria inimaginável há alguns meses. Casillas também não o imaginaria no início do seu 25.º ano no Real Madrid. 

Mas há um aspeto que me faz confusão, apesar de ser um traço de personalidade raro numa estrela de futebol: a necessidade que Casillas tem de justificar os golos que encaixa, no caso o golo sofrido com o Chelsea. Fê-lo na resposta a um comentário de uma adepta que correu mundo - tudo o que Casillas fizer corre mundo, mesmo que esteja quieto a olhar para a foz do Douro. Não tem que justificar nada, digo eu, pelo menos não por este tipo de canais.   

Casillas chegou de um clube de «galáticos», mas é humano. Vai continuar a sofrer golos. Como todos os guarda-redes sofrem. Poderá eventualmente ter algo a provar a ele próprio, mas as explicações que acha que deve ao seu público (uns fiéis outros nem por isso) podem ser perfeitamente fornecidas no círculo do clube que serve: a zona mista ou conferência de Imprensa. Fora disso, as redes sociais são giras para descontrair, mas nunca podem ser encaradas como um barómetro fiável. 
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