segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Que é feito de... Quintana?

Último dia de férias, último cromo da caderneta.

Quem se lembra de Quintana? Sim, o paraguaio que passou pelo FC Porto, conhecido no seu país por «El animal» Quintana, pela forma como  (alegadamente) se entregava aos jogos. Eu até me sinto um pouco envaidecido (LOL) por ter assistido ao único jogo do médio pelo FC Porto. Foi a 1 de agosto de 2001, em Barry, País de Gales. O desafio, da 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Champions, disputou-se à tarde e não foi transmitido em direto. O campo nem sequer tinha área para a Imprensa, escrevi com o computador pousado nos joelhos e terminei a reportagem no bar do Barry Town.  Ora, Quintana foi titular na derrota por 3-1 do FC Porto e saiu aos 70 minutos para a entrada de Paulinho Santos. Muito mau. Não só o Quintana, mas toda a equipa, que se recostou à confortável vantagem que trouxe da 1.ª mão, um triunfo concludente e conclusivo por 8-0. Octávio Machado, treinador na época, inventou muito e compactou os dragões num 3x4x3. Correu muito mal. 

Adiante. Quintana foi um flop autêntico, apesar de ainda hoje ser um ídolo no Olimpia. Antes de rumar ao FC Porto foi tricampeão paraguaio e exibia atributos de lutador incansável que pareciam ser sólidos argumentos para vingar de azul e branco. Faltava-lhe contudo um ingrediente: talento. Ainda passou pelo Moreirense mas voltaria ao clube do coração, o Olímpia e encerrou a carreira em 2008, no Sportivo Luqueño. Hoje, com 39 anos, Quintana está bem na vida. É empresário na área agro-pecuária, com uma quinta em San Juan Bautista, e volta e meia é chamado a comentar jogos. 
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