segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O que é feito... de Ricky?



Ricky era uma fera na área. Avançado internacional nigeriano, chegou ao Benfica em 1988, depois de ter dado nas vistas no Metz. Falava fluentemente português porque muito antes de dar o salto para a Europa foi contratado pelo América do Rio de Janeiro, onde jogou dois anos e depois pelo Vitória da Bahia, onde ainda hoje é um ídolo. 

Nas águias estacionou um ano com poucos jogos. A média de golos pode enganar: seis em seis desafios. Só que essa dúzia de golos foi marcada num só jogo! A 11 de janeiro de 1989,  marcou por seis vezes na goleada por 14-1 dos encarnados ao Riachense, na Taça de Portugal. Outros tempos. 

Sem espaço na Luz, foi uma máquina goleadora no Estrela da Amadora (29 golos) e no Boavista (57), onde o conheci no início da minha carreira. Foi de resto com a camisola do Boavista que se sagrou melhor marcador do campeonato, com 31 golos, em 1991/92.

Voltou ao Vitória da Bahia, ainda jogou uma época no Belenenses e depois foi para as Arábias, onde terminou a carreira. Com 54 anos, vive em Salvador, no Brasil,  e é atualmente agente de jogadores e presidente da empresa de agenciamento SMCCL, além de gerir uma escolinha de futebol num bairro da cidade. 

Notas a reter: o Metz só ganhou duas Taças de França na sua existência e uma delas foi com o contributo de Ricky (1988); no Vitória foi campeão baiano em 1985; foi campeão nacional pelo Benfica; venceu duas Taças de Portugal pelo Estrela da Amadora (outra grande proeza) e Boavista (2-1 ao FC Porto, marcou o golo da vitória) e em 1992 a Supertaça, de novo ao FC Porto. Em 1994 tinha a esperança de ser convocado para o Mundial, mas acabaria preterido pelo selecionador nigeriano. 
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