domingo, 8 de abril de 2012

Dragão: forte nos momentos decisivos


Tendo ganho na Luz e agora em Braga, caminhará o FC Porto para a revalidação do título? Não estou muito certo disso, mesmo que o Benfica saia derrotado ou empate em Alvalade. O que me parece óbvio é que a vitória do dragão sobre o SC Braga deu à equipa de Vítor Pereira um excelente embalo para no fim ser feliz, e traduz, nesta fase decisiva da temporada, a força da estrutura azul e branca. Mais isso do que a força do seu técnico, que como se viu pela reação de Álvaro Pereira após a substituição, está longe de ter o grupo na mão.

Desmistificou-se um pouco aquela ideia gasta de que o FC Porto sem Fernando não rende tanto. É verdade que em jogos anteriores os portistas acusaram muito a ausência do seu 6 de eleição, mas com o recuo de Lucho e a boa adaptação de Defour à posição, os equilíbrios mantiveram-se sem dramas, com João Moutinho a ter a liberdade de ação para libertar o seu talento. Aliás, julgo que foi a partir do seu meio-campo que o FC Porto ganha o jogo. Ao encurtar os espaços a Hugo Viana cortou a comunicação entre o 45 e Lima. Sob pressão, Viana é capaz de cair em teias melindrosas, como se verificou no lance que culminou com o golo solitário de Hulk. 


O Braga perdeu e atrasou-se na corrida pelo título. Irremediavelmente, parece-me, o que não retira o mérito a uma campanha exemplar, marcada por imensos acidentes de percurso, leia-se lesões, que retiraram a Leonardo Jardim a possibilidade de ter um banco mais forte. Essa fraqueza foi de resto perceptível hoje, quando foi preciso mexer com o jogo. Num ano de renovação, o Braga tem a pré-eliminatória da Champions garantida e a candidatura ao segundo lugar em aberto.
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