quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fraquinho

Fechou o mercado. Fraquinho este mês de Janeiro, que traduz, no fundo, a crise que domina o País e se alastra ao futebol. Nem sequer falo na quantidade de entradas. Assalta-me a dúvida sobre a qualidade e pertinência de muitas das contratações feitas pelos clubes do meio da tabela para baixo, estrangeiros de proveniência discutível e de currículo, no mínimo, questionável. Fraca aposta nos talentos portugueses, mas isso tem a ver com outra crise que não é de hoje - o medo mórbido dos portugueses em lançar no palco maior miúdos de 19/20 anos. Paradoxalmente, são estes que interessam aos mercados onde abunda o dinheiro. Onde os vão buscar? Holanda, Bélgica, Países nórdicos, Liga francesa (1 e 2), Eslovénia e afins. Há quem defenda que as equipas B vão alterar este quadro. Espero para ver, com algum cepticismo.


Lucho, Janko, Guarin, Belluschi, Djaló, Bojinov, Rúben Amorim e César Peixoto animaram as coisas nos últimos dias, mas sem criar aquele entusiasmo contagiante, próprio do encerramento da janela de transferências. Não é fácil nem barato contratar em Janeiro, pois os perfis desejados estão muito inflacionados. Salvas algumas exceções, o mercado de Inverno serviu para tapar buracos e abrir outros... nas contas dos clubes. 
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