segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Já tinha saudades

Quero agradecer as quase mil visualizações que tive hoje no blogue, à custa do suspense provocado pela saída de Fernando Couto do SC Braga. Acreditem que não foi de forma intencional que alimentei a expetativa, simplesmente houve a necessidade de fazer um compasso de espera maior do que era desejável. Ossos do ofício. Confesso que já tinha saudades deste convívio com o universo dos leitores, em especial os adeptos do SC Braga, tão enormes na entrega como na paixão pelo emblema. Por causa da agitação do mercado tenho andado afastado deste espaço e não prometo que tão cedo volte a atualizá-lo.

Das muitas pessoas que conheci no Braga, Fernando Couto será, porventura, a personagem mais enigmática. Sou franco: não tenho opinião formada sobre o trabalho que por lá desenvolveu. Sabe-se que foi por sua indicação que Artur chegou para a baliza, assim como Berni, e que acompanhava António Salvador em  muitas das negociações de jogadores, sobretudo na parte final do processo. Couto foi sempre uma pessoa discreta, muitas vezes distante, embora sempre educado e polido no trato.

A bomba de que falei não é tanto pelo fato de ter saído do Braga (mantenho a
 tese de que isso não causará grandes abalos no clube, porque em breve haverá sucessor) mas por abraçar uma aventura incerta na Índia, iniciando o seu trajeto de treinador numa (promessa) de Liga milionária, cujo formato pouco atrativo me parece destinado a fracasso, mesmo que à competição estejam adscritos alguns mediáticos candidatos a reformas antecipadas. 
A troca de um clube que recentemente foi à Liga dos Campeões pela Índia suscita-me fortes reservas, mesmo sabendo que há muito dinheiro envolvido neste novo oásis do futebol. Mas o dinheiro não é tudo. 
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