segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Leão, Lima e a sorte que se procura

Por causa do atraso na decisão do Aves-V. Guimarães, não assisti ao Sporting-SC Braga. Vi o resumo dos lances mais importantes do jogo na SportTV e fiquei com a impressão que os leões venceram bem e que os bracarenses caíram de pé em Alvalade, frustrados por não terem convertido em golo pelo menos uma das muitas ocasiões que criaram. Esse é um dos problemas do Braga e de Lima: o desequilíbrio no rácio oportunidades/golos tanto se manifesta na equipa como na sua principal referência de área. Lima é o avançado, tem responsabilidades acrescidas, mas não é, nem pode ser, o único meio para o colectivo chegar ao golo. Até porque o brasileiro tem o mérito de arrastar atrás de si os blocos defensivos.

O Sporting, dizem os críticos, teve a estrelinha do seu lado nos golos. Domingos indignou-se na sala de Imprensa. A sorte trabalha-se, proclamou. Sorte ou não, nota-se que há neste Sporting muito trabalho feito, mesmo que aquela dupla de centrais (Onyewu/Polga) não convença por aí além. Os leões não têm ainda uma grande equipa, mas têm um caminho traçado, a vontade e ambição de prosseguir o seu rumo sem desvios, uma estrutura técnica e organizativa que impôs ordem numa casa que há pouco tempo mais parecia um circo de rua.
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