sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A tragédia grega

O meu grande amigo Kostas, que trabalha num dos muitos jornais desportivos existentes na Grécia, pôs-me ontem ao corrente de manifestações de natureza política e social no País, que chegaram aos jogos de futebol da Liga profissional. Nas bancadas, os adeptos protestam contras a dureza das medidas de austeridade que atiraram a Grécia para um quadro de pobreza inimaginável há dois ou três anos.


Perguntou-me se no futuro se poderia assistir ao mesmo fenómeno na Liga Zon Sagres. Acho difícil, disse-lhe. E acho mesmo. «E nos jogos de Portugal?», insistiu. Aí, talvez. Depende de quem estiver na tribuna. Não seria a primeira vez que um político é alvo de assobios e apupos em jogos da Selecção Nacional. Aconteceu no passado a Cavaco Silva e José Sócrates, e, se a memória não me atraiçoa, a Pedro Santana Lopes. Conheço o Kostas há três anos e o que me deixou de coração apertado foi a angústia com que me falou do rápido deslizar da Grécia para o abismo. Seremos nós a seguir?
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