sábado, 24 de setembro de 2011

A estrutura

O Braga ganhou ao Nacional e entrou na cimeira de líderes da I Liga. Independentemente dos méritos colectivos ou individuais que decorrem dessa subida dos minhotos ao topo, na companhia do FC Porto e Benfica, há um aspecto que me parece mais relevante. Uma coisa que às vezes não se vê mas sente-se ou pressente-se. É algo que o FC Porto tem, que o Benfica vai tendo nos intervalos dos seus conflitos internos, que o Sporting já teve, perdeu e tenta agora recuperar e que me parece que o Braga possui, depois de anos de amadurecimento: uma estrutura. O que é isso? É como um edifício com vários andares, em que as partes comunicam umas com as outras, partilham sonhos e ambições e em que o todo se sobrepõe ao individual, mesmo que nalguns pisos a luz seja mais forte e suscite maior curiosidade e atenção de quem passa na rua.

Um edifício assim tem alicerces tão fortes que absorve as frustrações e abalos de uma época. Mantém-se robusto quando os ventos fortes aparecem e exibe uma sólida dignidade quando está bom tempo. O Braga tem um óptimo treinador, bons jogadores, um presidente capaz, empreendedor e com os pés no chão. Mas acima de tudo isso, tem um projecto que faz sentido e uma estrutura que, sendo mais pequena que a dos chamados grandes, interpreta muito bem as necessidades do futebol actual.
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