domingo, 21 de agosto de 2011

Filão de ouro

Não lamento as horas de sono que agora o corpo reclama. Assisti, muito jovem ainda, a duas finais míticas de duas gerações de ouro dos sub-2o de Portugal. E reafirmo o que escrevi há dias: sim, esta geração é realmente de uma coragem e determinação assinaláveis, mas é também uma geração dourada. Mika é um grande guarda-redes, Nuno Reis e Roderick dois centrais de enormíssimo potencial e os dois lateral, Cedric e Mário Rui, fizeram um torneio fantástico. Pena Cedric ter sido arrumado da batalha pela dureza de um adversário. O fim do sonho de Portugal de conquistar o Mundo começou aí.

Há ainda Danilo, Pelé, Alex, Caetano, Saná, Dias, Júlio Alves e essa força da natureza que é Nélson Oliveira, jogador do Benfica, que, como se sabe, passou pelo Braga antes de saltar para a Luz. Não há muitos jogadores com as qualidades de Nélson e é bom que os encarnados o saibam aproveitar. Foi de propósito que deixei para o fim o outro Oliveira, Sérgio. Pode vir a ser um craque.... num clube grande ou no Aliados de Lordelo. Depende dele. Parece-me que naquele turbilhão de técnica, capacidade de remate e mau feitio, a parte emocional ainda tem larga supremacia sobre a componente racional. Se, e quando equilibrar a discussão interna entre o diabinho que o puxa pelos mais caminhos e anjo que o conduz para a luz que as estrelas emanam, Sérgio poderá pisar o passeio da fama.

Foto: Francisco Paraíso/FPF

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