terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vibrações da casa amarela



Há duas equipas esta época que gosto muito de ver jogar. Vestem de amarelo: é o Paços de Ferreira e o Beira-Mar. Dois modelos tácticos distintos, dois estilos que não se confundem. E, no entanto, são equipas que convergem na determinação com que procuram superar as suas aparentes limitações. São conjuntos vibrantes; no caso do Beira-Mar, é a organização espartana da sua estrutura que emerge como arma mais forte; no Paços de Ferreira, a base do sucesso é a irreverência da sua juventude, somada a uma atitude competitiva sempre forte. Em ambos os casos, estamos perante dois treinadores com um futuro promissor: Leonardo Jardim e Rui Vitória.

Não me surpreendeu, por isso, o triunfo por 3-2 (sem espinhas) do Paços no Axa, na Taça da Liga. Tal como não foi surpreendente a vitória, pelo mesmo resultado, do Beira-Mar na Pedreira, à passagem da 10.ª jornada da Liga Zon Sagres. O que me espantou um pouco, hoje, foi o onze do Braga. Esperava ver Hélder Barbosa a titular, para aproveitar a boa onda que trouxe do Algarve; tinha expectativa de ver a equipa compactada num sistema com dois avançados - Lima ao lado de Meyong.

O técnico disse, e bem, que o Braga não pode continuar a jogar desta forma. Mas continuará a jogar assim se não abrir o leque de opções a jogadores que tendo mostrado vontade de sair da sombra são remetidos para o banco, jogo após jogo. Ou todos se sentem parte da máquina, ou a máquina vai continuar a largar peças.

PS: Grande golo de Pizzi, a coroar mais uma exibição de luxo do miúdo cedido pelo Braga ao Paços. É um enorme talento. Em 2011/12 não acredito que seja novamente cedido. Não acredito mesmo.
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