sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Diego Costa - a confirmação



Já que 'estacionei' em Espanha, vou falar-vos sobre Diego Costa, avançado brasileiro que emergiu, ainda muito novo, no Braga. Conta a Marca que Diego é o único jogador do Atlético que disputou todos os jogos oficiais esta época, somando 5 golos. Normalmente, é a arma que salta do banco para mexer com os jogos. Aponta um golo em cada 155 minutos. No entanto, há um erro de forma na notícia da Marca que se impõe corrigir: Diego não custou 1 milhão e não foi comprado ao Penafiel. Custou 1,5 milhões + 1,5 milhões e foi comprado ao Braga.

Perguntarão os bracarenses: então não foram 1,5 milhões de euros por metade do passe de Diego? Sim. Os restantes 50 por cento pertenciam à Gestifute, de Jorge Mendes. De onde vieram os outros 1,5 milhões? Eu explico: por ocasião das duras negociações com o Atlético, Salvador convenceu os espanhóis a incluir no negócio um jovem que também despontava em Braga: João Pedro, hoje na Naval. O madrilenos aceitaram pagar 1,5 milhões por 40 por cento do passe de João Pedro, mas nunca chegaram a exercer direito de opção para a compra dos outros 60 por cento. Aliás, João Pedro, que nunca saiu de Portugal, nem é considerado activo do Atlético. Foi apenas uma forma do Braga aceitar a oferta final e negociar Diego.

Na prática, o brasileiro rendeu ao Braga 3 milhões de euros. O Atlético ainda teve de pagar metade desse valor à Gestifute, naturalmente. Portanto, estamos a falar de um investimento a rondar os 4,5 milhões, que conhece agora retorno desportivo, depois de sucessivos empréstimos e de uma estranha (talvez explique mais tarde...) cedência definitiva ao Valladolid, seguida da recompra do passe do jogador ao mesmo clube, por parte do Atlético.
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