segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Regresso a Istambul



Voltar a Istambul, três anos depois de ter conhecido a metrópole turca, é um prazer redobrado. Vou novamente à boleia do FC Porto, que na próxima quinta-feira defronta o Besiktas, em jogo da fase de grupos da Liga Europa. Na última vez que defrontou a equipa turca, os dragões venceram por 1-0, com um golo de Quaresma apontado no último suspiro da partida. Na altura, escrevi neste espaço que fiquei impressionado com a reacção dos adeptos do Besiktas ao «balde de água fria». Aplaudiram Quaresma como loucos, pediram-lhe a camisola e ele, surpreendido com tamanha prova de afecto, lançou-a para a bancada. O extremo diria mais tarde, na zona mista, que nunca lhe passou pela cabeça que um golo seu fosse celebrado pelos adeptos da equipa adversária...

Adversários ontem, companheiros hoje. É uma perda irreparável para o espectáculo Quaresma não defrontar o FC Porto, onde foi tão feliz. Está lesionado e não vai recuperar a tempo. Mesmo sem Harry Potter no relvado, não faltará magia nas bancadas. Ouvir os cânticos dos turcos no Inonu Stadium é passar para outra dimensão, onde tudo nos parece perfeito demais para ser verdade.

É quase meia-noite. Vou despertar às 5 da matina e apanhar o avião para Madrid às 7.35. Da capital espanhola salto para Istambul, onde chego por volta das 15.30 horas portuguesas. Ou muito me engano, ou já vejo no horizonte a palavra... directa. Sê bem-vinda, amiga!
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