terça-feira, 3 de agosto de 2010

Malas



Cheguei ontem à noite a Glasgow impecavelmente vestido com uma calça de ganga e um pólo piquet. Infelizmente, despertei para o novo dia com a mesma roupa. Na escala em Amesterdão, apanhámos o avião para a Escócia por uma unha negra, mas as malas ficaram para trás. É nestas alturas que damos o devido valor a uma escova de dentes e fazemos autênticas odes sobre a utilidades de um pente. Na expectativa de que tudo se resolva o quanto antes, comprámos (eu e o meu camarada Pedro Lima) uma t-shirt Nike por 10 libras. Já temos alguns casacos debaixo de olho, cuja compra será (é ponto de honra) patrocinada pela KLM. É a isto que eu chamo de extravagância: ir às compras e ver montras nas primeiras horas de «vida» na maior cidade da Escócia.

Extravagante, mas menos, é estar à uma da manhã a lavar a parca roupa interior, rezando para que no dia seguinte esteja seca. Estava, felizmente. Foi necessário ligar o ar condicionado no máximo e fechar a porta da casa de banho, criando-se assim um efeito de estufa muito benéfico para retirar vestigios de humidade. Tomei a decisão de abrir uma lavandaria, quando regressar a Portugal. Até lá, há um jogo para fazer e pelos contactos exteriores que já fiz reparei que os escoceses recuperaram animicamente do KO técnico em Braga. Cuidado, portanto.
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