segunda-feira, 12 de julho de 2010

'Acabiou' el Mundial



Terminou o Mundial e não é que o raio do polvo acertou em todas? Um pedido ao aquário alemão: cinco minutos com o Paul, por favor, só para ele seleccionar cinco números de uma tabela de 1 a 50 e escolher duas estrelas de 1 a 9. É coisa rápida. Adiante. O som das vuvuzelas ainda não saiu do meu sistema auditivo, mas já estou com uma certa saudade deste Mundial organizado pela África do Sul. Pela festa, pelo ambiente dentro e fora dos estádios, pela universalidade do futebol, que se impõe como o desporto mais popular à escala planetária. Ganhou a Espanha, a nossa querida vizinha, e ganhou muito bem. Eu cá, como sabem, apostava na Holanda, pelo simples facto de me custar a acreditar que nem à terceira tentativa a laranja ergueria o troféu. Morreu na praia bem vigiada por Casillas, na minha modesta opinião a grande figura do Mundial.

O guardião do Real Madrid ganhou a Luva de Ouro e foi protagonista de um dos episódios mais engraçados das celebrações, quando beijou em directo a jornalista e namorada, Sara Carbonero. Os jornalistas destacados para o Campeonato do Mundo escolheram Forlán como o melhor jogador da fase final. Assino por baixo, o atacante foi a alma do sensacional Uruguai e fico com a impressão de que não vai continuar no Atlético de Madrid.

De Portugal destaco dois nomes: Eduardo e Fábio Ceontrão. Como sabem, sempre fui um defensor das qualidades do antigo guarda-redes do Sp. Braga, sobretudo por saber que ele chegou ao topo com grande sacrifício e dando tudo o que tinha em nome do sucesso das equipas que representou. É, repito, um guarda-redes que vale pontos, um profissional exemplar e muito dedicado, que pulverizou vários recordes em Braga. Seguramente que vai ser feliz em Génova e que dará mais cedo do que se pensa novo salto qualitativo na carreira. Fábio Coentrão foi uma surpresa. Não sei se é invenção de Queiroz ou de Jesus, ou de ambos. O que está à vista é que Portugal tem agora um lateral-esquerdo para o presente e para o futuro. Em termos de personalidade, Coentrão não tem nada a ver com Eduardo. É extrovertido, um bocado louco e desabrido nas declarações, mas tem aquilo que mais aprecio num jogador: uma enorme motivação para crescer, uma vontade inquebrantável de ser o melhor. E já é.
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