sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Bino das Trivelas



Hoje. em A Bola, reservei duas páginas para «falar» sobre uma lenda viva do Sp. Braga: o Bino das Trivelas, um dos heróis da conquista da Taça de Portugal pelo clube minhoto, a 22 de Maio de 1966. Extremo-direito franzino, mas valente e com uma alma do tamanho do Mundo, ganhou a alcunha pela forma como chutava o couro. Se não é o inventor da trivela, não andará muito longe disso. Seja como for, é um homem que faz parte de uma geração de ouro do Sp. Braga. Foi dele o passe para o golo solitário do argentino Perrichon, que permitiu aos bracarenses vencerem por 1-0 o V. Setúbal - na época uma equipa poderosíssima. Gostei de fazer esta reportagem, que conta alguns episódios curiosos desse título do Sp. Braga. É importante viver o presente com os olhos postos no futuro, mas é bom não esquecer o passado. O passado pode ser comparado às raízes profundas de uma árvore - alimentam o seu crescimento e proporcionam-lhe alicerces para aguentar ventos e tempestades.

Quero deixar um agradecimento especial: primeiro ao Bino, claro, ao Alan, que também é extremo-direito e um digno sucessor do senhor das trivelas, ao sp. Braga, na pessoa do seu director de comunicação e imagem, Ricardo Lemos, e finalmente ao Evandro, por ter convencido o Bino a sair da timidez da sua concha. Lendas destas não combinam bem com o anonimato.
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