sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tenho uma horta. Vocês sabem do que estou a falar



Não me considero um ecologista convicto, mas tento fazer a minha parte para minimizar o impacto da minha marca na Terra. São coisas muito simples: economizo a energia, utilizando os electrodomésticos com parcimónia e método; cá em casa, todo lixo é reciclado, para a recolha diária só vão os desperdícios orgânicos. E mesmo estes terão a partir de agora outro destino: a compostagem.

Depois de uma longa espera, comum a centenas de maiatos, recebi há coisa de um mês e meio a minha horta. Sim, caro Octávio Machado: rendi-me à agricultura! Agricultura biológica, leia-se, sem fertilizantes industriais, sem pesticidas, apenas eu, a semente e a amiga terra em perfeita comunhão de esforços e gozando da harmonia que a natureza no seu estado puro proporciona. A parte menos boa, naturalmente, é cavar a terra. Custa. Chega mesmo a doer. Plantar é divertido. Ver as plantinhas a ganhar vida também é bom. Tê-las alinhadas na mesa para um opíparo banquete será, espero eu, o ponto alto desta empreitada. E que saudades eu tenho de um tomate com sabor a tomate.

A minha horta fica localizada na Quinta da Gruta, no Castelo da Maia, perto do ISMAI. É também um espaço de aprendizagem para as actuais e futuras gerações. É a horta número 11, ou seja, joga a extremo esquerdo. Um dia vou ter a horta número 9, a que darei o nome de Mário Jardel. Já a ando a cobiçar, a seduzi-la com um contrato milionário, prometendo-lhe nabos excêntricos e cebolinhos «gourmet». Couves galegas? Isso é para os remediados...
Enviar um comentário