terça-feira, 2 de março de 2010

Ala(s) que se faz tarde



Alvalade ficou para trás por volta da 00.20 horas. Eram 3.30 da madrugada quando finalmente cheguei a casa e o primeiro pensamento que me veio à cabeça ao desligar o carro foi: «A Maia fica um bocado fora de mão para quem quer ver jogos do Sporting a Lisboa». Sobre o jogo e a forma como os leões banalizaram o tetracampeão: não era difícil perceber que os «três secos» ao Everton não foram um fogacho do Sporting. Havia ali muito lume para queimar o dragão. Difícil, para os adeptos leoninos, era afastar o receio, legítimo e compreensível, de nova desilusão. Bem lá no fundo, acho que quase todos acreditavam na ressureição do Sporting, mas tinham medo de se confrontar com essa (in)certeza.

O jogo dissipou dúvidas e afastou fantasmas. Naquele 4x2x3x1 o Sporting respira futebol, o Sporting é arrebatador e letal e, pasme-se!, o Sporting até decide jogos a atacar pelas alas, como há muito não se via. Mérito de Carvalhal, que nem precisou de desmontar um FC Porto inoperante e tristonho. Esta época, nas duas descidas a Lisboa para jogar com o Benfica e o Sporting, os portistas perderam. Derrotas por números diferentes, mas as duas sem «espinhas». Como numa montanha russa, o FC Porto tanto está no cimo como de repente cai a pique. Voltará a subir frente ao Arsenal?
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