quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ases pelos ares



Há tempos, eu e um grande companheiro e amigo (e já agora um grande palhaço, há que dizê-lo com toda a frontalidade) viajámos no cockipt de um Airbus, igual ao que aparece na fotografia. Num voo de duas horas, estivemos lá enfiados 60 minutos. Meia para levantar o passaroco e estabilizá-lo no ar; meia hora para o pousar suavemente na pista do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Só vos posso dizer que foi uma experiência incrível, sobretudo a descida, porque ao contrário da partida foi feita com a luz pura da manhã, permitindo sorver até ao horizonte a imagem forte de uma paisagem lindíssima.

Como é que isto aconteceu? Desta vez, o tal amigo (o engraçado) caiu na graça. A mulher dele tem uma amiga que é casada com o comandante de uma companhia aérea. A mesma companhia e o mesmo comandante do nosso voo. As mulheres são tramadas, querendo sabem guardar muito bem um segredo. Quando pouco antes da subida um dos assistentes nos chamou ao «cockpit» para falar pessoalmente com o comandante, parecíamos dois passarinhos à procura do ninho. Felizmente, o catering dos aviões não está tão mal e ninguém nos enfiou duas minhocas pela goela abaixo.

PS: Os pilotos e co-pilotos merecem ganhar o seu peso em ouro. Para além de ter nas mãos centenas de vidas, os procedimentos de segurança que têm de respeitar durante um voo normal dariam para escrever um guião de um filme. E têm tudo na cabeça.
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