segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

E se fôssemos japoneses?



Ontem fui a um jogo de futebol num estádio reconstruído para o Euro-2004. Estavam 29171 cadeiras vazias. Se fôssemos japoneses, já tínhamos inventado um sistema em que as cadeiras se mexiam e gesticulavam para o campo, mandando bocas para o árbitro e fazendo o gesto internacional para as cadeiras da claque adversária. Se fôssemos japoneses, as cadeiras até iam urinar ao intervalo, ao mesmo tempo que mandavam uma Super Bock abaixo. Em Portugal, na era do Magalhães, as cadeiras são assim para o calado. Talvez por isso as 829 almas presentes no Estádio de Coimbra, no estimulante Académica-Estoril, para a Taça da Liga, tenham ouvido perfeitamente o que disse o Lulinha ao auxiliar segundos antes de lhe ser exibido o cartão vermelho directo. Não foi bonito, garanto-vos.

Mas, atenção: este Lulinha pede outros palcos. É bom de bola.
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