quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ah, e tal, a gripe A é perigosa, e o camandro...



O que é isso da gripe A? Fui ver, fiquei um instantinho retido em casa e regressei inteiro, para descobrir que os meus dois filhos, de 7 anos e 17 meses, são mais corajosos que eu. Grande coisa, isso já eu sabia, para isso não era preciso a porcaria do vírus ter aparecido. Mas apareceu e não veio mal ao Mundo. Os miúdos reagiram tão bem que me puseram a casa de pernas para o ar no espaço de sete dias. A gente punha as coisa em ordem e no segundo seguinte elas apareciam em desordem. E foi assim sucessivamente. Eis o principal efeito do vírus H1N1.

Entre um salto mortal encarpado da cama para o soalho do quarto e derrapagens no chão da cozinha, a imitar o ninja Hatori, o mais velho conheceu um insaciável desejo de navegar na net; o pequenito andou entretido a morder-me as pernas e a atacar o impecável ordenamento «táctico» dos livros do escritório. O normal.

Quanto a mim, admito: qualquer coisinha que me ataca é um drama. Tive febre um dia, senti o corpo despedaçado durante 72 horas, e tirando uma constipação épica quando as defesas andavam em baixo, é com prazer que digo: mandei a gripe A à merda. Melhor fez a minha mulher: riu com desprezo do H1N1 e saiu sem arranhões da batalha. Dizer que elas são o sexo fraco é manifestamente exagerado.

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