domingo, 1 de novembro de 2009

Ninguém pára o Braga



São 2.33 horas. Daqui a seis horas alguém pequeno e safado estará a sacudir-me para acordar e ir buscar o pão. Se calhar vou a uma certa padaria em Santa Cruz do Bispo, onde um grupo de amigos (um deles sobrinho de Domingos Paciência) prometeu produzir mil pães por cada golo apontado pelo Braga ao Benfica. Dá dois mil pães, portanto.

Falando sobre o jogo: foi uma partida dinâmica, uma bela jogatana, com casos, expulsões no túnel, emoção e um Braga que está autorizado a sonhar alto. Já o dissera há dois meses neste mesmo espaço e reitero a opinião.

Quanto a mim, Jorge Jesus cometeu dois erros crassos: revelou excesso de confiança ao colocar novamente Fábio Coentrão a lateral-esquerdo, quando ele sabe que o Braga ataca muito e bem pela direita, com João Pereira e Alan; em segundo lugar, depois do intervalo, o Benfica tinha de marcar o mais cedo possível. A aposta em Keirrison, um jogador desenquadrado do estilo do futebol português, e que tem sido uma nulidade desde que chegou há Luz, foi um grande tiro no pé.

Já Domingos mexeu bem na equipa, lançando Matheus no tempo certo. Compensou a expulsão no túnel de Leone com a entrada de Rodriguez, que fez um jogo notável. Nota oito n' A Bola para as exibições de Moisés, Alan e Hugo Viana, este último o melhor em campo para mim. O regresso à selecção já não deve tardar muito.

Finalmente convencidos de que este é um Braga diferente do da época passada? Sim, os nomes são quase todos os mesmos, mas a definição da táctica e do modelo remete-nos para um futebol completamente diferente do da temporada transacta. Jesus pode defender publicamente que não, mas no fundo ele sabe que sim.
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