sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A morte do ciclismo



Daqui a pouco faço-me à estrada com destino a Penafiel para tentar perceber que história é esta de miúdos entre os 15 e os 18 anos serem apanhados em controlos anti-doping em provas nacionais de ciclismo. Dois corredores da Associação Desportiva e Recreativa Ases de Penafiel, o cadete João Pinto e o júnior Daniel Freitas, foram apanhados na cada vez mais fina malha do doping. Houve um tempo em que gostava muito de ciclismo. Não perdia uma Volta. Os casos de doping esvaziaram essa paixão, até não restar nada de palpável ou espiritual. O ciclismo profissional é uma mentira e continua a haver gente disponível para assinar contratos com o diabo. Miúdos com 15 anos dopados é o cúmulo da pouca vergonha e da falta de sensatez. Se não for hoje, amanhã esses jovens corredores pagarão, se calhar com a vida, a factura da insanidade de pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins. É a morte do ciclismo, pura e dura. Se tudo isto for verdade, claro.

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