segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O exemplo de Farías



Se calhar, a final da Supertaça foi um jogo interessante de ver na televisão. Mas ao vivo percebeu-se perfeitamente que se está no arranque da época 2009/2010. O FC Porto entrou mal, mesmo muito mal, e demorou a articular o seu jogo ofensivo. O Paços, pelo contrário, começou forte e irreverente, colocando problemas a Helton nos primeiros 20 minutos. A monumental fífia de Cássio terminou com as ilusões pacenses. Demérito do brasileiro, mas também mérito de Farías, que percebeu a hesitação do guarda-redes e pressionou-o até lhe roubar a bola e abrir caminho para a conquista da 16.ª supertaça do FC Porto. O belo golo de Bruno Alves foi como caviar em sopa de pobres.

Regressando a Farías: se eu fosse treinador, não dispensaria um jogador assim. Não é nenhum tratado de técnica ou talento, mas tem faro para o golo e é uma unidade com uma entrega impressionaste. Nunca se lhe ouviu um remoque ou gesto menos apropriado por estar constantemente na sombra de outros avançados do FC Porto. Marcou 10 golos na época passada na Liga, tantos como Lisandro, mas com muito menos tempo de jogo (896 minutos). Apesar disso, é um futebolista muito desprezado pela crítica, mas pelo menos ontem houve unanimidade: Farías foi o homem da final para os três jornais desportivos.
Enviar um comentário