sexta-feira, 3 de abril de 2009

Salve, César!

Há uma certa atracção pelo abismo neste Belenenses, que ao perder em Coimbra deixou que a corda lhe apertasse ainda mais o pescoço. O que pode Jaime Pacheco fazer, para além do já habitual e estafado apelo à união de toda a família azul? Sinceramente, não vejo que ele possa fazer muito mais do que pedir para que ninguém atire a toalha ao chão. A defesa é frágil, no meio-campo só existe o José Pedro (e ainda assim...) e o ataque é um absoluto deserto de ideias. Mas preocupante é a base (?) defensiva: salva-se o guarda-redes, que me parece razoável. Aliás, mais do que razoável, Júlio César revela uma coragem notável e uma frieza excepcional para quem à partida sabe não ter à sua frente uma protecção eficaz. Não é por acaso que tem nome de imperador. Como se sabe, quase todos foram apunhalados pelas costas...
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