quarta-feira, 25 de março de 2009

O campeão 2000/2001



Ricardo, William, Litos, Sérgio Carvalho, Rui Bento, Sanchez, Erivan, Martelinho, Pedro Emanuel, Duda, Petit, Rui Óscar, Whelliton, Frechaut, Pedro Santos, Jorge Couto, Geraldo, Pedro Santos, Jorge Silva, Quevedo, Gouveia, Demétrios, Marçal, Rogério e Silva


Este foi o plantel campeão nacional em 2000-2001. Do Boavista. Treinado por Jaime Pacheco. Do grupo faziam ainda parte Moreira e Khadim, que não jogaram um único minuto e que por isso não foram, oficialmente, campeões. Fiz a cobertura noticiosa do Boavista durante cinco anos em A BOLA. Os melhores cinco anos de que me recordo num clube de futebol. Foram tempos difíceis, porque a informação era blindada, mas devo ao Boavista o meu crescimento enquanto jornalista.

Há quem diga que «factores externos» estiveram na origem deste título. Não é verdade. Como explicou, e bem, Timofte, o Boavista beneficiou de um quadro muito especial para ser campeão. A saber:


1) A confusão reinante nos três grandes, coisa nunca vista na mesma época.
2) A qualidade do plantel do Boavista. Entre muitos operários, nomes como Petit, Ricardo, Pedro Emanuel, Litos, Rui Bento, Quevedo, Frechaut, Jorge Couto e sobretudo Sanchez faziam uma diferença tremenda.
3) O trabalho. O Boavista trabalhava diariamente o dobro que os seus opositores directos. Aposto que nunca mais na vida Jaime Pacheco vai ter um plantel tão disponível para treinar quatro/cinco horas diárias como aquele que levou ao título.
4) O desprezo com que os três grandes avaliaram a primeira volta do Boavista. Quando deram por ela já não foram a tempo de encurtar distâncias.
5) O jogo. Diz-se que o Boavista não jogava bem. Outro dogma. Era, acima de tudo, um rolo compressor no relvado, que levava tudo à frente. Era uma equipa muito competitiva, como aliás provou na Liga dos Campeões e na Taça UEFA.

Há mais razões subjacentes a esse título histórico que acompanhei de perto. Apesar de não «reconhecer» o actual Boavista e de saber muito bem como chegou a esse ponto, faz todo o sentido reclamar justiça. Porque se é verdade que a pantera deu muitos tiros nos pés, também é inegável que «factores externos» atiraram a matar sobre a fera...

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