quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Muito fogo em Madrid



Gostei da exibição do FC Porto no empate a duas bolas em Madrid. Entre muitos imprevistos (lesão de Fucile, golo mal anulado a Lisandro) e um frango de Helton que não estava na ementa de Jesualdo Ferreira, os dragões revelaram ser muito mais equipa que o Atlético. Há dois momentos que marcam o desafio: a reacção do FC Porto ao tento madrugador dos espanhóis, que se traduziu num expressivo domínio territorial que podia ter rendido ao campeão nacional pelo menos três golos; a solidariedade que Helton recebeu de todos os companheiros e que os levou a festejar com o guarda-redes aquando do 2-2.

Lisandro, dois golos (ficaram ainda assim alguns por marcar) numa actuação notável, Hulk, a fazer as apresentações na grande vitrina europeia, Rodriguez, incansável e batalhador, foram os jogadores que mais me chamaram a atenção. Mas como colectivo (e tirando, naturalemnte, as evidentes dificuldades técnicas de Sapunaru) o FC Porto mostrou ser muito mais forte que o adversário.

Dando de barato que o FC Porto desperdiçou oportunidades flagrantes, não se pode retirar ao excelente guarda-redes do Atlético, Leo Franco, mérito na forma como defendeu os lances mais perigosos do dragão. O argentino, que Jaime Pacheco orientou durante a sua curta passagem por Maiorca, é para mim um dos melhores na sua posição a jogar em Espanha.


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