quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Jantar-comívio-bebívio

Nunca ouviram falar da hospitalidade belga? Mas ela existe e não tem preço. A «Maison de la Presse», uma Associação de Jornalistas de Liège com mais de 300 membros, convidou os repórteres portugueses destacados para a cobertura do jogo entre Standard e Sp. Braga para um jantar-convívio-comívio-bebívio. Mais bebívio que comívio. Este vosso servo contactou com uma coisa chamada Pekat, que os locais confundem com aguardente. Fraquito. Aviei cinco receitas e às duas da matina ainda estou vivo para contar a história. Memorável o meu discurso em francês cristalino. Ouvi dizer que irá abrir os telejornais da televisão pública belga. Modéstia à parte, levei a plateia ao rubro. Lembro-me de no fim ter dado meia dúzia de autógrafos. Ok, três. Pronto, foi só um e a mim próprio. Mas foi bom o discurso. Só não percebi as vaias no fim.


O primeiro gentleman na foto é natural da Guarda e dono do único restaurante português de Liège, o «Cave de Portugal». Dentro de poucas horas iremos lá almoçar. O terceiro é o Patrice, o belga mais português que conheço. Casado com uma portuguesa, ama o nosso País como poucos. É um anfitrião formidável.


Acho que comi peixe fumado. Acho. Podia ser porco, mas que me lembre o «tó» não tem espinhas.



O departamento de imagem destacado para Liège. Sociedade Júnior/Garcez a «carburar» forte e feio à mesa, depois de um árduo dia de trabalho (árduo? ah, ah, ah, ah, ah, ah!!!!)


Os comensais em alegre convívio. Quer dizer, eu a esta hora já estava alegre. Presumo que o resto do pessoal também.


João Faria (JN) com a nata do jornalismo de Braga. É bonito ver o Correio do Minho e o Diário do Minho em confraternização (cá para nós, era muito mais divertido se metesse pancadaria pelo meio)

O senhor da camisola às riscas é presidente da Sociedade Anónima Desportiva de Vila Flor. Gente importante, com ligações ao Inter, ao Jorge Mendes, ao Dínamo de Moscovo e a Vladimir Putin. Costuma andar armado. Mas, no fundo, é gente boa, com quem dá gosto partilhar a mesa (desde que no fim ele pague a conta, que o Vila Flor é um clube muito rico)

«Cerveja artesanal?» Venha ela, venha ela! Convém esclarecer que este instantâneo não acabou com o André a beber a cerveja. Foi só para captar o espírito do jantar. A «pretinha» foi devolvida à procedência e toda a gente bebeu água das pedras, proveniente das altas montanhas da vizinha Holanda.

Durão Barroso esteve no jantar. Mas saiu quando ouviu alguém gritar: «Tire a conta!» Parece que tomou a direcção de Bruxelas. Dá-se alvissaras a quem tiver informações sobre o seu
paradeiro. Só para o caso de ele se lembrar de voltar a Portugal.
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