sábado, 17 de janeiro de 2009

Não há intocáveis



Uma investigação do jornal «Marca» sobre uma Assembleia-Geral para a aprovação de contas do Real Madrid, levou à queda do presidente do poderoso clube merengue, o advogado Ramón Calderón. A história resume-se rapidamente: Calderón «convocou» amigos e familiares para garantir que a votação lhe seria favorável - recorde-se que ele é advogado. No dia seguinte à notícia da «Marca», Calderón jurou pela sua honra que tudo não passava de falsidades - já vos disse que ele é advogado? Hoje, demitiu-se. E chorou. Provavelmente, de vergonha.

Calderón é o menos importante nesta história. A «Marca», tida como uma publicação muito próxima do Real Madrid, cumpriu o seu dever com rigor e isenção. Contou a história, defendeu-a com provas irrefutáveis e mostrou que só responde perante uma entidade: o leitor. É a causa maior de qualquer órgão de comunicação social.
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