segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Comandantes do Mar Vermelho...



O amigo Dragão Vila Pouca jogou na antecipação, fazendo notar que chegados ao primeiro terço de Campeonato o Leixões continua em primeiro. Também dá uma boa manchete, com potencial para vender bem: «Os comandantes do Mar Vermelho». Brincadeiras à parte, o Leixões justifica o estatuto de líder, da mesma forma que o V. Setúbal, com alguma sorte à mistura, mereceu sair de bicicleta da Luz com um ponto.

Como lembrava, e bem, um companheiro de trabalho, é tempo de dar mérito aos pequenos em vez de atirar sempre as culpas dos maus resultados à falta de inspiração ou de pontaria dos chamados grandes. Da avaliação que faço, noto que os candidatos ao título estão um pouco mais fracos e que uma parte das equipas que luta pela permanência está muito mais forte e atrevida. E isso é bom para o Campeonato.

Neste último lote, não coloco a Académica, apesar da derrota tangencial no Dragão. Pela primeira vez os estudantes marcaram fora (reflexões para Jesualdo), mas perante um FC Porto claramente a pagar o esforço de Istambul esperava-se mais audácia. Na segunda parte, nem um remate de jeito... Perfeito para os dragões gerirem o esforço, poupar energias para outras batalhas e arrumar naturalmente com a questão do vencedor.

Foi um jogo com zona cinzentas e no qual emergiu a alma e fantasia de Hulk (tanta pancada levou o rapaz) e a eficácia e competência de Raul Meireles. Na apreciação individual que fiz para o jornal, dei o prémio de melhor jogador a Meireles. Porque foi (mais) decisivo. Hulk levou a mesma nota, mas hesitei: gosto de jogadores que me fazem lembrar pequenos furacões. Pela primeira vez, dei nota negativa a Lucho. Teve que ser...
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