segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Da Trofa à Madeira



Hoje fui à Trofa ver o Trofense ganhar pela primeira vez em casa. A vítima foi o Rio Ave, que depois de bater o pé ao Benfica e FC Porto anda agora a apanhar pancada dos mais directos adversários. É azar, reclama João Eusébio. De facto, Manuel Tulipa teve sorte na primeira substituição: um minuto depois de entrar, Pinheiro marcou. Mas o resto foi inépcia dos vila-condenses e a continuar assim o Rio Ave bem pode desaguar as suas mágoas nos factores aleatórios do jogo, que pouco lhe vai adiantar.

Para além de Tulipa, há nesta jornada mais dois grandes vencedores. Paulo Sérgio e Lori Sandri. O treinador do Paços de Ferreira vacila e não convoca adeptos naquele estilo de Mourinho de trazer por casa. Mas quando se adivinha a queda, o homem reage, à custa de uma equipa voluntariosa na qual brilha um dos melhores pontas-de-lança do Campeonato, William. Uma boa oferta aos castores de um conhecido empresário brasileiro que já tinha avisado que a «capital do móvel» seria para William apenas uma passagem fugaz para o estrelato.

Quanto a Lori Sandri, sempre se confirma que é um técnico com valor acrescentado. O início titubeante do Marítimo talvez tenha sido o preço a pagar por alguma inadaptação ao futebol português e desconhecimento do ambiente circundante. Ganhas as coordenadas, o Marítimo está no pelotão da frente, numa corrida de trás para a frente que pode tornar-se ainda mais interessante no futuro.
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