sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Estou, é o Aguiar?



Deixem que vos diga uma coisa sobre o Luís Aguiar: é um excelente rapaz. É um belíssimo jogador. Faz bom balneário e chuta bem com os dois pés - ele diz que é destro, mas o pé esquerdo tem tanta potência como o direito. Ontem, frente ao Portsmouth, marcou um golo magnífico, de livre. É uma das suas especialidades. O FC Porto terá feito bem em não exercer o direito de opção para a compra do passe do uruguaio? Estou convencido que cometeu um erro. Pelo Luís Aguiar, o Sp. Braga pagou 600 mil euros ao Liverpool de Montevideo. Hoje, deve valer no mínimo o dobro.

Na época passada, na noite em que se soube que vinha para o FC Porto, telefonei-lhe para casa. Quem anda nas andanças do jornalismo sabe que normalmente o principal meio para comunicar com os agentes de futebol (jogadores, técnicos, dirigentes, empresários) é o telemóvel. No caso do Luís Aguiar, foi o seu antigo treinador no Liverpool quem me garantiu que ele estaria em casa a descansar e a ver um filme.

Assim foi. Atendeu-me todo jovial, confirmou o empréstimo ao FC Porto, disse-me que ia para vingar e que não tinha medo da grandeza dos dragões. Antes de desligar, desfez-se em agradecimentos por em Portugal um jornal se ter lembrado de falar com ele. Surrealista, não? O puto ia para o FC Porto, mas em vez de me mandar dar uma curva, esconder-se, fugir, desligar o telefone ou mandar dizer que não lhe apetecia falar com jornalistas portugueses, abriu o coração.

Se a memória não me atraiçoa, nos últimos quatro anos foi o único telefonema que fiz para a casa de alguém. É a chamada ditadura do telemóvel...
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