sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Porto Q.B.



Não foi um FC Porto em grande plano - apenas num plano aceitável, com Raul Meireles em grande, a marcar e a servir Hulk no segundo golo. O brasileiro teve uma entrada de super-herói na partida com o Paços de Ferreira, é um jogador inteligente (a jogada começou e terminou nos seus pés), imprevisível, possante e que finaliza bem. Olhando para a repetição do segundo golo, fiquei com a impressão que podia haver ali uma hipótese de a bola escapar para fora, até pela forma como Hulk colocou o pé e o corpo. Foi à gaveta. O grande à-vontade do atacante na zona de tiro é algo de extraordinário.

Sobre Raul Meireles: há tempos um reputado colunista (daqueles que sabe tudo) disse que o médio era um jogador banal, que nunca chegaria a um patamar de excelência. Um mês depois já admitia que era possível a Meireles jogar no FC Porto. Um ano mais tarde, escreveu que o FC Porto já não podia viver sem ele. Ora, esse é o segredo de Raul Meireles: a sua constante evolução desde os tempos do Boavista até à actualidade. Os dragões viram nele o que os outros não descortinaram quando ainda não passava de uma promessa no Bessa: capacidade para ir longe. E há-de tocar no céu...
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