terça-feira, 29 de julho de 2008

A memória de uma praia Olímpica



Os Jogos Olímpicos estão quase a começar. Quando penso nos JO, vem-me logo à memória... a Praia da Memória, em Perafita. Historicamente, foi onde desembarcaram as tropas liberais de D. Pedro IV que combateram o exército leal ao seu irmão D. Miguel. No baú escondido na minha alma foi onde vi, em 1984 e 1988, os JO de Los Angeles e de Seul. Entre o banho matinal na água salgada e o respeito escrupuloso das três horas de digestão decretadas pelas avozinhas, dava uma escapadinha ao bar da praia da Memória para seguir os Jogos. Pedia um pires de tremoços e um Capri-Sonne e deleitava-me com o desfilar de modalidades na televisão a preto e branco do barzito. Tinha 12 anos, aquando de Los Angeles. A última vez que vi Capri-Sonne à venda em doses industriais foi na Nigéria, em 2000. Dizem-me que ainda se vende em algumas lojas tradicionais. Ontem, para minha satisfação, vi o meu filho mais velho delirar com um DVD do Tom Sawyer, rindo com mesmo riso com que eu ria das aventuras do menino do Mississipi, há 25 anos. Hoje, os Jogos de Pequim são estas memórias boas que preservo à luz de uma realidade perturbante e incontornável: nunca ninguém será capaz de me explicar por que raio as sandálias Colibri saíram repentinamente do mercado! Ah, e já agora, porquê que a série da Candy nunca chegou ao fim? E a Abelha Maia, emigrou, reformou-se? E o Sandokan?! Esse é que era, partia tudo? E já nem falo do Bud Spenser e daquelas sessões de muro e pontapé no já extinto Chaplin...
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