terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais do mesmo


Já há muito me convenci que o Benfica só é terreno fértil para duas coisas: para polémicas e efeitos de promoção pessoal, designadamente de quem lá manda em diversas áreas. Rui Costa é uma excepção que a meu ver não será duradoura. Mesmo para os génios da dimensão do ex-criativo é difícil contornar um pântano infestado de crocodilos. Vem isso a propósito das recentes dispensas do Benfica: ser jogador na Luz também é arriscado, como perceberam Zoro (o craque da defesa da Costa do Marfim), Sepsi (2,5 milhões de euros, o «Maldini» da Roménia), Adu (o «Pelé» dos EUA, valha-me Deus) e Edcarlos (que nem no São Paulo tinha moral, mas que como sempre chegou a Portugal envolvido numa aura de estrela...). Ora, das duas uma: ou o Benfica erra muito ou o problema não é dos jogadores... é do Benfica. Olhando para o que se tem passado no capítulo dos treinadores, a Rui Costa não bastará formar um bom plantel, terá (se o conseguir) também de credibilizar a instituição Benfica. Outro problema sério e recorrente, mas que escapa ao controlo do Benfica: para a imprensa, tudo o que pousa na Luz é de primeira qualidade; passado uns meses, são uns pernas de pau que nem no Vilaverdense têm lugar.
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