terça-feira, 22 de julho de 2008

Futebol e os apitos


Recebi hoje um e-mail de um presumível leitor deste desgraçado blogue (incrível o mau gosto das pessoas) questionando-me sobre o facto de nunca falar, directa ou indirectamente, sobre o processo «Apito Dourado» e o seu sucedâneo na justiça civil, o «Apito Final». Quero dizer o seguinte:


  1. Não é verdade que nunca tenha falado desses dois processos. Aliás, basta recuar ao início do post para se verificar que me fartei de abordar o tema

  2. Para falar sobre os podres do futebol teria, por uma questão de equilíbrio editorial e emocional, falar dos podres da vida, da fraqueza dos homens, dos horrores da guerra e das atrocidades em África. Provavelmente, teria de juntar à cena o último disco do Marco Paulo e não quero ir por aí.

  3. Este blogue não é apenas sobre futebol. O facto de o futebol preencher 90 por cento do blogue dá uma imagem real, embora triste, da minha existência na terra nos últimos seis/sete meses

  4. Gosto de futebol. Do futebol que interessa, do que me faz vibrar. Vejo futebol todos os dias, por obrigação profissional (sobretudo), mas também por prazer. Gosto dos jogadores. De alguns, vá. Aceito os dirigentes. Poucos, admito. Gosto do público. De todos. É num estádio cheio de cor e música que retiro o prazer de manter este blogue aberto. O único apito que se irá ouvir aqui é o do início do jogo.
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