domingo, 23 de março de 2008

Eduardo e os penalties



Acabei há pouco de falar com o Eduardo, reforçando a ideia que sempre tive deste guarda-redes que vi crescer durante três anos na sombra de Paulo Santos, no Sp. Braga: trata-se de um campeão em potência, um homem humilde e inteligente, uma alma extraordinariamente bondosa e sem tiques de vedeta. Curioso. Estava na conversa com ele, a propósito dos três penalties que defendeu e que permitiram ao V. Setúbal conquistar a Taça da Liga, quando lhe recordei que no final de cada sessão em Braga, ainda com Jesualdo no comando, ficava sempre um quarto de hora com o Vital a defender penalties. E o que chamava a atenção para aquele miúdo, terceiro na hierarquia dos guarda-redes do Sp. Braga (o segundo era Marco Gonçalves, hoje no Belenenses), era precisamente o talento que revelava a defender as grandes penalidades. Isso e o resto, porque é justo reconhecer que o Eduardo já tinha enorme potencial no Sp. Braga, apesar de só o mostrar na extinta equipa B. Foi lá que Carlos Carvalhal lhe tirou as medidas e lhe traçou o destino: iria com ele para onde fosse...

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